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Trio é condenado por homicídio duplo em penitenciária de Teresina

Trio é condenado por homicídio duplo em penitenciária de Teresina, com penas de até 22 anos.
Trio é condenado por homicídio duplo em penitenciária de Teresina

Mateus de Sousa Lima, Josué Cesar Pimentel Barroso e Iuren Henrique dos Santos Ferreira foram condenados pela morte de dois detentos dentro de celas da Penitenciária Professor José de Ribamar, popularmente conhecida como antiga Casa de Custódia de Teresina (PI).

Os réus Mateus e Josué receberam penas de 22 anos e 8 meses de reclusão, enquanto Iuren foi sentenciado a 16 anos e 11 meses de prisão. As sentenças foram divulgadas na última terça-feira (28).

Segundo o Ministério Público do Piauí (MPPI), os jurados consideraram agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e a utilização de recursos que dificultaram a defesa das vítimas.

Entenda o caso

O crime ocorreu em abril de 2024, vitimando Iwalks da Silva Santos e Alessandro Krysttyan da Silva Santos Passos. As investigações revelaram que ambos foram mortos por estrangulamento, utilizando um golpe conhecido como ‘mata-leão’, além de agressões com chutes na região do pescoço. Laudos periciais indicaram que uma das vítimas teve a mandíbula fraturada.

Durante a investigação, doze internos foram apontados como suspeitos, incluindo os três condenados.

Identificação dos suspeitos

Os detentos envolvidos no duplo homicídio foram identificados como:

  • José Henrique Silva Rodrigues;
  • Willamar Fernandes da Costa;
  • Fagner Vale de Carvalho;
  • Augusto Ivan Ferreira Abade;
  • Sérgio Reis Rocha da Silva;
  • Heverton Cali Nunes da Costa;
  • Matheus Henrique Ferreira da Silva;
  • Josué Cesar Pimentel Barroso;
  • Francisco Diego da Costa Correia;
  • Fábio Silva da Costa;
  • Iuren Henrique dos Santos Ferreira.

Motivação e desdobramentos

O delegado Baretta, coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que os exames confirmaram o homicídio e tentativas de ocultar provas. A coleta de material genético e indícios de manipulação da cena do crime foram fundamentais para a investigação.

Os suspeitos alegaram que as vítimas haviam chegado recentemente à penitenciária e estavam em estado de depressão. A Polícia Civil apurou que os assassinatos foram motivados por ordens de integrantes de uma organização criminosa, pois as vítimas mantinham contato com um grupo rival.

“Os dois (vítimas) eram do PCC, mas ultimamente estavam passeando no Bonde dos 40. Então, receberam a ordem para matar eles. Planejaram, arquitetaram e consumaram o crime. Para a facção eles eram infiéis, estavam sendo ‘cabuetas’, ou seja, passando informação para outra facção”, comentou o delegado.

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Fonte: portalclubenews.com

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