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Nany People fala sobre perdas e estreia comédia ‘Segunda Chance’ no Rio

Nany People estreia 'Segunda Chance' no Rio, refletindo sobre perdas e a importância do teatro na vida.
Nany People fala sobre perdas e estreia comédia 'Segunda Chance' no Rio

A atriz Nany People, aos 60 anos, estreia no próximo dia 8 de julho a comédia “Segunda Chance” no Rio de Janeiro. O espetáculo aborda temas como morte, perdas e recomeços, refletindo experiências pessoais da artista, que perdeu muitos amigos nos últimos anos.

Conversar com Nany é mergulhar em um universo de histórias que vão além do teatro. A atriz compartilha suas vivências sobre amizade, preconceito e a importância da arte na vida. “Eu perdi muita gente. Quando você ‘sessenteia’, descobre que quem começa a perder os amigos é você”, revela.

Uma comédia sobre a vida e a morte

Com um texto inédito do humorista Bruno Motta, “Segunda Chance” apresenta Ivone, uma mulher que, após a morte, tenta negociar com Deus para voltar à vida. A peça explora os cinco estágios da morte — negação, raiva, barganha, depressão e aceitação — sempre com uma pitada de humor. “Todo mundo sai mexido, pensando no que está fazendo da própria vida”, afirma Nany.

Teatro como salvação

Nany destaca que o teatro foi fundamental para atravessar momentos difíceis. “Eu não enlouqueci porque o teatro me salvou”, diz, ressaltando sua intensa atividade artística. Além de “Segunda Chance”, ela também está em cartaz com “Elas São de Matar” e planeja uma turnê por 30 cidades.

Desafios e preconceitos na carreira

Apesar de uma carreira consolidada, Nany enfrenta desafios comuns a muitos artistas. Atualmente sem contrato na televisão após seis temporadas em “Vai que Cola”, ela vive do teatro e eventos. “Falta me darem uma vilã. O pessoal olha e pensa: ‘atriz trans só pode fazer papel engraçado’. Não é verdade”, critica.

Reflexões sobre o espaço LGBTQIA+

Frequentadora da cena LGBTQIA+, Nany observa mudanças no ambiente ao longo das décadas. “Hoje eu não teria o espaço que tive no começo da carreira. O mundo encaretou e emburreceu”, lamenta, ressaltando a importância de continuar lutando por representatividade.

Com uma trajetória que começou no teatro aos 10 anos, Nany reafirma seu compromisso com a arte. “O maior tesouro da minha vida hoje é o tempo da minha existência. Eu não perco tempo com o que não acrescenta na minha história”, conclui.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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