Durante o debate do último domingo (18), o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desafiou seu adversário Flávio Bolsonaro (PL) a abrir seus sigilos bancário e telefônico. Agora, a coordenação da campanha de Lula confirmou que ele aceitou as condições propostas por Flávio para a quebra de sigilo, incluindo a divulgação de dados de seus familiares.
Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, declarou que todas as exigências feitas por Flávio foram aceitas. Ele destacou que Lula não se opõe a nada do que foi proposto, desde que Flávio também cumpra com o pedido protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Prazo estabelecido para a abertura de sigilos
Camilo Santana anunciou que estará no TSE nesta quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta de Lula. Ele também estabeleceu o mesmo dia e horário como prazo para que Flávio Bolsonaro abra seus sigilos bancário e telefônico, além dos de seus parentes. “Não pode deixar pra depois da eleição. O prazo é amanhã”, enfatizou Camilo.
Desafio de Lula e resposta de Flávio
Lula lançou o desafio durante o debate, comprometendo-se a abrir seus sigilos, incluindo os de sua esposa e filhos, caso Flávio fizesse o mesmo. O ex-presidente argumentou que a medida ajudaria a esclarecer “quem é honesto e quem é ladrão”. Na sequência, Flávio Bolsonaro aceitou a proposta, mas pediu que Lula ampliasse o escopo da quebra de sigilo, incluindo dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente.
Condições adicionais apresentadas por Flávio
Além dos dados de Marco Aurélio, Flávio solicitou que Lula tornasse públicos os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e quebrasse os sigilos de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão de Lula. Camilo Santana reafirmou que todas essas condições foram aceitas pelo candidato petista.
Repercussão e próximos passos
O coordenador da campanha de Lula ressaltou que, se Flávio não deve nada, deveria ter aceitado o desafio de forma mais direta. A expectativa agora é que os dois candidatos cumpram com os prazos estabelecidos antes do segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25).
Esse embate sobre a quebra de sigilo bancário e telefônico promete ser um dos pontos centrais na reta final da campanha, com implicações importantes para a percepção pública de ambos os candidatos.
Fonte: noticiasaominuto.com.br