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Dormir em excesso durante as férias pode aumentar risco de demência, aponta estudo

Estudo revela que dormir em excesso durante as férias pode aumentar o risco de demência em idosos.
Dormir em excesso durante as férias pode aumentar risco de demência, aponta estudo

As férias são frequentemente associadas ao descanso e a longas horas de sono, mas um novo estudo sugere que esse hábito pode estar relacionado a um aumento do risco de demência. A pesquisa, publicada na revista Alzheimer’s & Dementia, traz à tona preocupações sobre os efeitos do sono prolongado na saúde cerebral.

Relação entre sono e demência

Pesquisadores têm investigado a ligação entre alterações no sono e o desenvolvimento de Alzheimer. Embora a relação exata ainda não esteja clara, um estudo anterior indicou que idosos que dormiam menos de cinco horas por noite tinham o dobro de chances de desenvolver demência em cinco anos, em comparação com aqueles que dormiam entre seis e nove horas.

Novas descobertas sobre o sono prolongado

O recente estudo analisou 2.410 participantes com mais de 65 anos, comparando seus padrões de sono com a presença de uma proteína chamada tau, que é uma das principais características da doença de Alzheimer. Os resultados mostraram que níveis elevados dessa proteína estavam associados a pessoas que dormiam de oito a nove horas por noite, e ainda mais entre aquelas que dormiam mais de 10 horas.

Implicações para a saúde cerebral

Os pesquisadores sugerem que longos períodos de sono podem indicar um risco maior de alterações neurodegenerativas precoces. Essa pesquisa complementa um estudo anterior realizado em 2025, que concluiu que dormir mais de nove horas pode impactar negativamente o desempenho cognitivo, especialmente em indivíduos com depressão.

Considerações finais e necessidade de mais pesquisas

A autora do estudo, Vanessa M. Young, ressalta que, apesar dos achados, são necessárias mais investigações para entender melhor a relação entre sono e saúde cerebral. “Muitas pessoas se preocupam com a forma como seus hábitos de sono afetam a saúde do cérebro. Este estudo retrata um momento específico e não pode afirmar que dormir demais causa Alzheimer. Contudo, os resultados sugerem que monitorar a duração do sono pode ser benéfico”, afirmou.

Os resultados levantam questões importantes sobre como equilibrar o descanso durante as férias e a saúde cerebral a longo prazo. É fundamental que os indivíduos reflitam sobre seus hábitos de sono e considerem a qualidade do descanso, além da quantidade.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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