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Trump mantém Powell no Fed, mas futuro é incerto após investigação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (14) que, no momento, não tem planos de demitir Jerome Powell do comando do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Contudo, a declaração surge em meio a uma investigação criminal do Departamento de Justiça contra Powell, lançando um clima de incerteza sobre o futuro […]

Presidente dos EUA, Donald Trump, observa o chair do Fed, Jerome Powell 02/11/2017 REUTERS/Carlos...

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quarta-feira (14) que, no momento, não tem planos de demitir Jerome Powell do comando do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano. Contudo, a declaração surge em meio a uma investigação criminal do Departamento de Justiça contra Powell, lançando um clima de incerteza sobre o futuro do atual chair. A situação evidencia a tensão crescente entre a Casa Branca e a instituição financeira mais poderosa do país.

Em uma entrevista exclusiva à Reuters, Trump foi questionado diretamente sobre a possibilidade de remover Powell de seu cargo. “Não tenho nenhum plano para fazer isso”, assegurou o presidente. No entanto, ao abordar se a investigação criminal daria motivos para tal medida, Trump expressou cautela: “No momento, estamos um pouco em um padrão de espera com ele, e vamos determinar o que fazer. Mas não posso entrar no assunto. É muito cedo. Muito cedo.”

A investigação criminal, tornada pública pelo próprio Powell no domingo, concentra-se em alegações de custos excessivos em um projeto de US$2,5 bilhões para a reforma de dois edifícios históricos no complexo da sede do Fed. Powell nega categoricamente qualquer irregularidade, classificando a ação como “sem precedentes”. Ele argumenta que a investigação seria um pretexto claro para pressioná-lo a ceder às demandas insistentes de Trump por taxas de juros mais baixas.

Cenário Sucessório e Pressão Política

O mandato de Powell como chefe do Fed tem previsão para encerrar em maio, embora ele possa permanecer no Conselho de Diretores em Washington até 2028. Em meio a este clima de incerteza, Trump já indicou possíveis nomes para a sucessão, como o ex-diretor do Fed Kevin Warsh e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett. “Os dois Kevins são muito bons”, elogiou Trump, que prometeu um anúncio “nas próximas semanas”. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, foi descartado por expressar desejo de “ficar onde está”.

As pressões públicas de Trump sobre Powell para a redução de juros têm sido constantes, especialmente antes das eleições de meio de mandato para o Congresso em novembro, onde as questões do custo de vida são cruciais e a gestão de Trump é mal avaliada. Contudo, o presidente tem rechaçado veementemente as críticas. “Não me importo”, disse ele, ao responder sobre a lealdade de parlamentares e sobre as preocupações amplamente difundidas de que a erosão da independência do banco central poderia prejudicar o valor do dólar e provocar inflação. “Eles devem ser leais. É isso que eu digo”, reiterou Trump.

Acompanhe os próximos desdobramentos desta complexa relação entre o presidente e o banco central, um tema de impacto direto na economia global e local, aqui no Altos News.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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