O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, manifestou otimismo quanto à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala 6×1 no Brasil e reduzir o limite de horas trabalhadas semanalmente. A proposta está atualmente em tramitação no Congresso Nacional.
trabalho: cenário e impactos
Para que a PEC seja aprovada na Câmara dos Deputados, é necessário alcançar um mínimo de 308 votos. No entanto, segundo o relator da matéria, Leo Prates (Republicanos-BA), o texto conta apenas com o apoio de 114 parlamentares até o momento.
Justiça social e apoio popular
Durante uma agenda em Teresina (PI) nesta segunda-feira (25), Dias destacou que a medida promoverá maior “justiça social” para cerca de um terço da população brasileira, que atualmente trabalha seis dias por semana e tem apenas um dia de folga.
“Dois terços dos trabalhadores brasileiros já trabalham no máximo cinco dias na semana. Agora, nós queremos alcançar esse outro um terço, que normalmente são os que trabalham mais e que ganham menos. É justiça social e acho que a ampla maioria do Congresso vai aprovar tanto na Câmara como no Senado”, declarou.
Desafios históricos das mudanças trabalhistas
O ministro também abordou as mudanças trabalhistas implementadas no passado, como a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que garantiu férias remuneradas e estabeleceu a jornada de trabalho em 48 horas semanais. Segundo ele, essas mudanças geraram debates significativos sobre seus impactos na economia nacional.
“Nunca é fácil. O Brasil, quando teve que tomar a decisão de abolir a escravidão, diziam que o país iria se acabar. O país foi se agigantando, foi crescendo. Você tenta imaginar o quanto apanhou Getúlio Vargas quando quis colocar uma CLT, garantir 48 horas. Eu mesmo ainda participei da luta por 44 horas semanais. Agora, a gente está dando um passo”, disse.
A proposta do fim da escala 6×1 representa um avanço nas discussões sobre direitos trabalhistas e pode impactar diretamente a vida de milhões de brasileiros. A expectativa é que a tramitação da PEC ganhe força nas próximas semanas, com o apoio de mais parlamentares.
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