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Terceirizado preso por suspeita de estupro na Delegacia Geral tenta culpar vítima em depoimento

Um prestador de serviço terceirizado, detido sob a grave suspeita de estupro contra uma servidora dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (PCPI), tentou transferir a culpa para a vítima durante seu depoimento. A informação foi confirmada pela polícia em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23). O homem permanece preso desde a […]

G1

Um prestador de serviço terceirizado, detido sob a grave suspeita de estupro contra uma servidora dentro da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (PCPI), tentou transferir a culpa para a vítima durante seu depoimento. A informação foi confirmada pela polícia em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23). O homem permanece preso desde a ocorrência do fato, registrada na quinta-feira (19).

Detalhes da investigação e reação policial

O delegado-geral Luccy Keiko detalhou que, em um segundo depoimento, o suspeito admitiu ter praticado o ato sexual, mas insistentemente alegou que a relação teria sido consensual. “Achei ele uma pessoa fria”, afirmou o delegado, que ouviu o terceirizado pessoalmente e notou duas versões conflitantes. O incidente ocorreu em pleno horário de almoço dos servidores, por volta das 13h. Uma outra funcionária teria sido a primeira a perceber a gravidade da situação, ao retornar ao local e flagrar o homem saindo de uma das salas, encontrando a vítima desacordada em seguida.

Para assegurar a precisão da apuração, as equipes solicitaram a realização de exames toxicológicos na vítima, buscando verificar a possibilidade de ela ter sido dopada. Além disso, os celulares tanto da servidora quanto do suspeito foram apreendidos, e a Polícia Civil está analisando possíveis conversas que possam ter ocorrido entre ambos, buscando elementos cruciais para a elucidação completa do caso.

Histórico e medidas administrativas

Luccy Keiko informou que o suspeito foi contratado em 2018 por uma empresa que presta serviços terceirizados, tendo trabalhado inicialmente no Instituto de Medicina Legal (IML). Há cerca de três meses, ele foi realocado para a nova sede da Delegacia Geral, atuando em um setor diferente do da vítima. O delegado também revelou um dado importante do passado do investigado: ele foi alvo de uma investigação por suspeita de linchamento de um homem há cerca de 10 anos, fato ocorrido pouco antes de sua contratação pela empresa terceirizada. As autoridades ainda estão analisando os detalhes dessa antiga apuração.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Civil solicitou formalmente a demissão do prestador de serviço terceirizado. Para garantir a atenção especializada ao caso, foram designadas três delegadas: Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP); Lucivania Vidal, da Casa da Mulher Brasileira; e Bruna Verena, diretora de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis da PCPI. Essa medida reforça o compromisso da corporação com a investigação e a proteção da vítima.

O Altos News segue acompanhando de perto todos os desdobramentos deste caso que choca a comunidade local.

Fonte: https://g1.globo.com

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