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Tenista francês suspenso 20 anos por esquema de manipulação e lucro de

O universo do tênis profissional foi abalado nesta semana com a notícia da suspensão de um tenista suspenso por um longo período. Quentin Folliot, atleta francês de 26 anos, recebeu uma punição severa da Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA), sendo banido do esporte por duas décadas. A decisão, anunciada na última quinta-feira, 11, […]

Tenista francês Quentin Folliot (Foto: Reprodução / Instagram)

O universo do tênis profissional foi abalado nesta semana com a notícia da suspensão de um tenista suspenso por um longo período. Quentin Folliot, atleta francês de 26 anos, recebeu uma punição severa da Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA), sendo banido do esporte por duas décadas. A decisão, anunciada na última quinta-feira, 11, é o resultado de uma profunda investigação que o considerou culpado por sua participação central em um elaborado esquema de manipulação de resultados. Além da proibição de atuar no esporte, Folliot enfrentará pesadas sanções financeiras, incluindo uma multa substancial de US$ 170 mil (equivalente a R$ 378 mil na cotação da época) e a obrigação de devolver os lucros obtidos ilicitamente com a prática de manipulação de resultados, estimados em mais de US$ 44 mil (cerca de R$ 238 mil). Este caso sublinha o compromisso contínuo da ITIA em preservar a integridade do tênis, combatendo irregularidades que ameaçam a credibilidade das competições globais.

As graves acusações e a teia de manipulação

A investigação minuciosa conduzida pela Agência Internacional de Integridade do Tênis revelou que Quentin Folliot não era apenas um participante isolado, mas uma peça-chave em uma complexa rede de manipulação. Ele atuava em nome de um sindicato dedicado a fraudar resultados, o que levanta preocupações sobre a extensão e profundidade dessas operações ilícitas no circuito. As acusações contra Folliot eram numerosas e abrangentes, cobrindo um período de dois anos no qual ele se envolveu em atividades que comprometiam a lisura do esporte.

O papel central do tenista na rede ilícita

Folliot foi identificado como um personagem central na orquestração de resultados manipulados, agindo em conluio com outros jogadores sob a égide de um sindicato. Embora o tenista tenha negado inicialmente 30 acusações relacionadas a 11 partidas disputadas entre 2022 e 2024, a audiência de integridade considerou que 27 dessas acusações eram procedentes. A gravidade das evidências apresentadas contra ele foi tal que não deixou dúvidas sobre seu envolvimento direto e intencional nas práticas fraudulentas. Além disso, a condenação de Folliot o torna o sexto jogador a ser punido como resultado desta mesma investigação, indicando uma operação mais ampla de combate à corrupção no tênis.

Violações detalhadas do código de conduta

As 27 violações do Programa Anticorrupção do Tênis (TACP) cometidas por Folliot são um reflexo da amplitude de suas ações desonestas. Entre as infrações mais sérias estavam: o planejamento de resultados de partidas, que consiste em determinar antecipadamente o vencedor ou eventos específicos de um jogo; o recebimento de dinheiro em troca de não se esforçar ao máximo em quadra, com o objetivo de favorecer apostas; e a oferta de propina a outros tenistas para que também participassem da manipulação.

Além disso, Folliot foi acusado de fornecer informações privilegiadas a apostadores, utilizando seu acesso interno ao circuito profissional. Ele também foi implicado em conspiração para corrupção, uma acusação que denota a organização e coordenação de suas ações com outros envolvidos. A falha em cooperar com a investigação da ITIA e a destruição de provas são outras infrações graves, que não apenas dificultaram o trabalho da agência, mas também demonstraram uma tentativa ativa de encobrir seus atos ilícitos. A combinação dessas violações pintou um quadro claro da sua profunda implicação no esquema.

As severas sanções e o impacto na carreira

A punição imposta a Quentin Folliot é uma das mais duras já registradas na história recente do tênis, refletindo a seriedade das infrações cometidas. A suspensão de 20 anos e as pesadas sanções financeiras representam o fim de sua carreira profissional, além de um forte aviso a qualquer outro atleta que contemple seguir o mesmo caminho. A Agência Internacional de Integridade do Tênis demonstrou que a manipulação de resultados não será tolerada, e as consequências para os envolvidos serão drásticas e irreversíveis.

Multa, devolução e banimento do esporte

As penalidades financeiras são um componente significativo da sanção. Folliot foi condenado a pagar uma multa de US$ 170 mil (aproximadamente R$ 378 mil), um valor que visa compensar os danos causados à integridade do esporte. Adicionalmente, ele deverá devolver mais de US$ 44 mil (cerca de R$ 238 mil), o montante que ele lucrou diretamente com as atividades de manipulação. A suspensão de 20 anos significa que o tenista está completamente proibido de participar de qualquer atividade relacionada ao tênis em nível profissional. Isso inclui jogar em torneios, treinar, ou mesmo comparecer a eventos que sejam autorizados ou sancionados pelos membros da ITIA, como a ATP, ITF, WTA, federações nacionais de tênis, o tradicional torneio de Wimbledon e a USTA (Associação de Tênis dos Estados Unidos), ou qualquer outra associação nacional ligada ao esporte.

Uma promessa do tênis francês e sua queda

Quentin Folliot, que tem atualmente 26 anos, já foi considerado uma promessa do tênis francês, tendo alcançado a posição de número 488 no ranking da ATP em 2022. Sua carreira, que parecia ter potencial, foi abruptamente interrompida por suas próprias ações. A suspensão provisória havia sido imposta em 17 de maio de 2023, e a sanção definitiva é retroativa a essa data, estendendo-se até 16 de maio de 2044. Quando o período de banimento terminar, Folliot terá 45 anos, idade em que o retorno ao circuito profissional de tênis é praticamente inviável. Sua última aparição em quadra como profissional ocorreu em março de 2024, na Bahia, onde foi derrotado na primeira rodada do M25 de Feira de Santana. Após o anúncio da suspensão, Folliot reagiu publicamente em suas redes sociais, postando uma foto icônica do jogador de futebol Mario Balotelli, com os dizeres “Por que sempre eu?”, em uma aparente manifestação de frustração ou desabafo diante da situação.

A severidade da punição a Quentin Folliot serve como um claro e inequívoco lembrete do rigor com que as entidades de integridade do tênis tratam a manipulação de resultados. O caso reitera o compromisso inabalável de proteger a credibilidade do esporte, garantindo que as competições sejam justas e transparentes. As consequências para Folliot são profundas e duradouras, marcando o fim de uma carreira promissora e enviando uma mensagem contundente de que a corrupção não tem lugar no tênis profissional, reafirmando os valores éticos que devem reger cada partida e cada atleta.

Perguntas frequentes sobre o caso

1. Quem é Quentin Folliot e qual sua relação com o tênis profissional?
Quentin Folliot é um tenista francês de 26 anos que alcançou a posição de número 488 no ranking da ATP em 2022. Considerado uma promessa em seu país, ele participava do circuito profissional até sua suspensão.

2. Quais foram as principais acusações contra Folliot?
As principais acusações incluíam o planejamento de resultados de partidas, recebimento de dinheiro para não se esforçar ao máximo em quadra, oferta de propina a outros tenistas, fornecimento de informações privilegiadas a apostadores, conspiração para corrupção, falha em cooperar com a investigação da ITIA e destruição de provas.

3. Qual o período de suspensão e quais as consequências para o tenista?
Folliot foi suspenso por 20 anos, retroativo a 17 de maio de 2023, com validade até 16 de maio de 2044. Durante este período, ele está proibido de jogar, treinar ou participar de qualquer evento de tênis autorizado por entidades como ATP, ITF, WTA, Wimbledon e federações nacionais.

4. Qual o valor total das sanções financeiras impostas a Folliot?
As sanções financeiras totalizam uma multa de US$ 170 mil (aproximadamente R$ 378 mil) e a obrigação de devolver mais de US$ 44 mil (cerca de R$ 238 mil), que correspondem aos lucros obtidos com a manipulação de resultados.

Mantenha-se informado sobre os desdobramentos deste e de outros casos que moldam o futuro do tênis profissional.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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