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Tenente-coronel contesta acusações de feminicídio e defende versão sobre morte da esposa

Tenente-coronel contesta acusações de feminicídio e defende sua versão sobre a morte da esposa em interrogatório.
Tenente-coronel contesta acusações de feminicídio e defende versão sobre morte da esposa

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, contestou as evidências apresentadas durante seu interrogatório, que ocorreu na segunda-feira (5) e durou mais de oito horas.

Neto questionou o conteúdo das mensagens trocadas com Gisele, que tratavam da separação do casal. Segundo ele, a soldado simulava a intenção de se separar, o que não condizia com suas atitudes durante as conversas pessoais. Ele afirmou que, a pedido dela, não deu entrada no processo de divórcio em duas ocasiões.

Perícia e mensagens apagadas

Um relatório da Polícia Civil revelou que o celular de Gisele foi desbloqueado e mensagens apagadas minutos após ela ser atingida por um tiro na cabeça. A perícia conseguiu recuperar mensagens enviadas na noite anterior, incluindo uma que dizia: “Pode entrar com o pedido [de divórcio] essa semana”.

O advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Júnior, criticou a versão do tenente-coronel, afirmando que a defesa não apresenta credibilidade ao afirmar que Gisele simulava suas intenções.

Altura e circunstâncias do crime

Outro ponto central na defesa de Neto é a altura de Gisele, que, segundo laudos, media 1,65m. O réu alega que ela tinha dez centímetros a mais, o que, segundo ele, é relevante para a argumentação de que Gisele teria se suicidado ao pegar a arma que estava em cima de um armário. A defesa pretende solicitar uma nova verificação da altura da vítima.

Neto também mencionou que Gisele apresentava alterações de humor devido ao uso de um remédio, o oxandrolona, e que essas mudanças poderiam ter influenciado suas decisões sobre o divórcio. Contudo, o exame toxicológico realizado no cadáver não detectou a presença do medicamento.

Próximos passos no processo judicial

A Justiça deve conceder um prazo de cinco dias para que ambas as partes apresentem suas alegações finais, que são os últimos documentos antes da sentença. Após essa fase, o tenente-coronel poderá ser levado a júri popular ou absolvido sumariamente, caso a Justiça considere que não há provas suficientes.

O caso segue em investigação, e novos desdobramentos são esperados nos próximos dias.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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