No último debate entre os candidatos ao governo de São Paulo antes do primeiro turno das eleições, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) trouxeram à tona questões relevantes, como a Operação Lava Jato, a crise fiscal e os legados de seus mentores políticos, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, respectivamente.
Promovido pela TV Globo, este foi o segundo confronto direto entre os candidatos na campanha. Durante o debate, ambos trocaram críticas e abordaram temas como segurança pública, saúde, transporte e educação. Tarcísio apresentou propostas de seu programa de governo, enquanto Haddad focou na defesa do governo Lula, dedicando parte de suas considerações finais a criticar o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL.
Infiltração do crime organizado
O debate começou com a segurança pública, uma das principais preocupações dos eleitores. Haddad destacou a presença do Comando Vermelho em algumas regiões do Estado de São Paulo, afirmando que “há uma infiltração do crime organizado em vários municípios”. Ele defendeu a criação de uma agência antifacção com a participação da Polícia Federal e da Receita Federal.
O candidato do PT também mencionou o aumento dos feminicídios no Estado, criticando a situação da Polícia Civil de São Paulo. Em resposta, Tarcísio defendeu o trabalho do governo estadual, afirmando que os indicadores criminais estão em queda e citou a captura de criminosos foragidos.
Saúde
O tema saúde foi abordado por Tarcísio, que destacou realizações da atual administração, como a entrega de hospitais e a criação da Tabela SUS Paulista. Ele criticou a falta de apoio do governo Lula para a saúde no Estado, afirmando que o governo federal está contribuindo cada vez menos.
Haddad, por sua vez, criticou as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) e a gestão da saúde em São Paulo, citando a falta de hospitais-dia e mencionando a herança deixada pela gestão Bolsonaro durante a pandemia.
Economia e crise fiscal
O debate também abordou a economia, com Tarcísio criticando a condução da política econômica pelo governo Lula e o aumento do número de empresas em recuperação judicial. Ele questionou Haddad sobre o impacto disso nas famílias que estão perdendo empregos e criticou a política fiscal do governo, chamando-a de “frouxa”.
Haddad respondeu afirmando que o governo Bolsonaro deu “calote” nos precatórios e ressaltou que o governo Lula foi responsável por pagar dívidas deixadas por gestões anteriores. Tarcísio alertou sobre a trajetória da dívida pública em relação ao PIB, destacando a necessidade de ajustes fiscais.
O debate entre Tarcísio e Haddad trouxe à tona questões cruciais para os eleitores, refletindo as preocupações em torno da segurança, saúde e economia, temas que devem ser decisivos nas próximas eleições.
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