A secretária de Educação de Timon, no Maranhão, abordou, nesta quinta-feira (28), em entrevista à TV Clube, o caso do ex-diretor-adjunto da creche municipal Professora Aurenir Flôr, Alberto Luiz Freitas Monção, que é suspeito de abusar sexualmente de pelo menos três crianças da instituição.
Após a revelação dos fatos, a secretária informou que todos os órgãos municipais estão envolvidos no acompanhamento das famílias das vítimas. “Hoje, estivemos com os psicólogos na escola para conversar com os pais e funcionários da creche”, destacou.
Intervenção psicológica e investigação em andamento
A Polícia Civil do Maranhão investiga a possibilidade de que o diretor-adjunto tenha feito mais vítimas. Em resposta à situação, a secretaria organizou intervenções com psicólogos na creche. “As aulas foram canceladas para que todos os psicólogos possam atender as pessoas ainda não acompanhadas pelos órgãos de proteção à criança e ao adolescente”, explicou a secretária.
Um detalhe preocupante é que havia uma câmera na sala onde ocorreram os abusos, mas o suspeito a retirou. “Foi uma surpresa a mudança da câmera. Ele a retirou e colocou em outra sala”, afirmou a secretária.
Vídeo revela comportamento suspeito do diretor
Um vídeo de segurança obtido pelo Portal ClubeNews mostra o diretor levando duas crianças autistas para um depósito na creche, no dia 21 de maio. As imagens mostram o suspeito trancando a porta e, após alguns minutos, as crianças saindo com brinquedos.
Segundo a polícia, a investigação começou após a mãe de uma das crianças relatar que a filha estava sentindo dores nas partes íntimas. Testemunhas corroboraram o depoimento, e até o momento, três vítimas foram identificadas.
Diretor exonerado e medidas de repúdio
O suspeito, natural de Teresina (PI) e professor concursado em Timon há 11 anos, foi exonerado do cargo. A Secretaria Municipal de Educação também afastou a diretora titular da creche até que o processo seja concluído, como forma de repúdio ao ocorrido.
A delegada da Mulher de Timon, Lorena Alves, informou que o diretor escolhia as crianças mais vulneráveis, muitas das quais não falam. Ele assumiu a função em fevereiro e desinstalou câmeras do depósito sem explicação.
As investigações continuam, e a comunidade escolar se mobiliza para garantir apoio às vítimas e suas famílias.
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