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Senado aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal feminina

Senado aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal feminina, aguardando sanção presidencial.
Senado aprova uso de spray de pimenta para defesa pessoal feminina

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (30) a utilização de spray de pimenta por mulheres como forma de defesa pessoal em situações de agressão. A proposta, que já havia passado pela Câmara dos Deputados em março, agora aguarda sanção presidencial.

senado: cenário e impactos

Autorização e Regras de Uso

A nova legislação permite que mulheres acima de 18 anos adquiram e utilizem sprays de pimenta, desde que o uso seja proporcional e cesse após a neutralização da agressão. Jovens entre 16 e 18 anos poderão comprar o produto com a autorização de um responsável.

Para a aquisição, será necessário comprovar residência fixa e a ausência de condenação criminal por crimes violentos. O comerciante deverá manter um registro das vendas por cinco anos e fornecer orientações sobre o uso adequado do spray.

Limitações e Regulamentações

As especificações técnicas dos sprays serão definidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), enquanto o Comando do Exército estabelecerá limites para produtos que contenham oleoresina capsicum. O volume máximo permitido será de 50 ml; quantidades superiores estarão restritas a autoridades de segurança.

Punições e Capacitação

O uso indevido do spray poderá resultar em advertências, multas que variam de um a dez salários mínimos, além de apreensão do produto e proibição de compra por até cinco anos. Em caso de furto ou perda, a proprietária deverá registrar um boletim de ocorrência.

Além disso, a proposta institui o Programa Nacional de Capacitação em Defesa Pessoal, que promoverá oficinas e campanhas educativas voltadas para a utilização de instrumentos de menor potencial ofensivo.

Críticas e Controvérsias

A aprovação do projeto no Senado ocorreu em meio a debates sobre sua eficácia. Especialistas, como Raquel Gallinati, diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, criticam a medida, afirmando que o spray de pimenta não é uma solução adequada de política pública. Segundo ela, a proposta pode transferir a responsabilidade de proteção do Estado para a vítima, além de apresentar riscos técnicos.

Gallinati ressalta que, em situações de agressão, o uso do spray pode colocar a própria vítima em perigo, uma vez que há chances de autocontaminação.

A aprovação rápida no Senado, sem discussões aprofundadas, levanta questões sobre a eficácia das medidas de proteção às mulheres em situações de violência.

Para mais informações sobre o tema, acompanhe as atualizações nas próximas semanas.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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