O secretário de Segurança Pública do Piauí, Antônio Luiz, confirmou nesta terça-feira (24) a implementação de uma portaria interna que estabelece maior rigidez na contratação de funcionários terceirizados em unidades policiais. A medida surge em resposta a um grave incidente ocorrido em 19 de março de 2026, quando uma servidora comissionada de 64 anos foi encontrada desacordada e sangrando nas partes íntimas dentro da Delegacia Geral, em Teresina. O caso é investigado como suspeita de estupro, e um funcionário terceirizado da unidade foi preso em flagrante.
De acordo com o secretário, a portaria visa aprimorar o processo de seleção, mesmo que as empresas já realizem avaliações preliminares. “Fizemos uma portaria interna para regulamentar a contratação de terceirizados para trabalhar em polícia. Para olhar todo o antecedente”, afirmou Antônio Luiz à TV Clube. A Secretaria de Segurança Pública passará a exigir um formulário detalhado, que comprove a checagem de certidões negativas e criminais. “Vamos trabalhar com mais rigor na contratação de pessoal”, completou.
O incidente na Delegacia Geral
A servidora de 64 anos foi encontrada em uma das salas da Delegacia-Geral em Teresina e, devido à gravidade, precisou ser entubada, permanecendo em estado grave na UTI. O prestador de serviço terceirizado foi detido. O delegado-geral Luccy Keiko informou que o homem, ao ser questionado, apresentou informações contraditórias, inicialmente alegando que a vítima havia caído. Após ser conduzido à Casa da Mulher Brasileira, o suspeito foi autuado.
Luccy Keiko revelou que o funcionário preso foi contratado em 2018 para atuar no Instituto Médico Legal (IML) e transferido para a Delegacia Geral em dezembro de 2025. O delegado-geral acrescentou que o suspeito já respondia por um crime de homicídio ocorrido em 2017, um caso de linchamento ligado a um assalto, o que reforça a urgência de maior rigor na triagem de pessoal.
Defesa pede cautela
Em nota, a defesa do suspeito solicitou cautela na divulgação e análise das informações, visto que o procedimento investigatório está em fase inicial e sob sigilo. A nota expressou preocupação com a circulação de detalhes dos autos e pediu responsabilidade para não comprometer a apuração dos fatos. A defesa manifestou votos pela plena recuperação da suposta vítima e pediu respeito às famílias, tanto da vítima quanto do investigado, alvo de exposições e ataques nas redes sociais.
Este caso sublinha a importância da segurança nas instituições públicas e a fiscalização na contratação de serviços. Acompanhe as atualizações e desdobramentos no Altos News.
Fonte: https://portalclubenews.com