A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, aguarda alterações no contrato que garantam o repasse financeiro ao Hospital São Marcos, referência no tratamento de câncer em Piauí. Desde janeiro de 2026, o hospital enfrenta a suspensão do pagamento mensal de R$ 3,5 milhões.
saúde: cenário e impactos
Em entrevista à TV Clube, Cipriano destacou que pacientes do Maranhão são atendidos no Hospital São Marcos através do Sistema Único de Saúde (SUS) em Teresina (PI). Diante disso, ela defende que o governo do Maranhão deve contribuir para o financiamento dos atendimentos por meio de um acordo.
“Como o contrato do Maranhão e do ministério não foram incorporados ao teto de Teresina e o Ministério não repassou esse valor para a Fundação Municipal de Saúde, nós tivemos que alterar o contrato em virtude disso”, afirmou.
Segundo a presidente da FMS, a cidade de Teresina arca com cerca de 60% dos custos do tratamento no hospital, enquanto a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) complementa com R$ 900 mil mensais. Essa divisão de custos, conforme Cipriano, sobrecarrega a capital.
“Nós estamos pagando além do valor utilizado pelos usuários do território entre rios e pagando pelo restante do estado do Piauí. Não é justo que a Prefeitura Municipal de Teresina repasse mais do valor que é consumido”, enfatizou.
No dia 19 de junho, deputados da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), junto a representantes da Sesapi e da FMS, se reuniram para discutir soluções para a questão. Durante o encontro, foi decidido que um novo planejamento orçamentário da Fundação será elaborado, visando informar ao Ministério da Saúde as mudanças necessárias para a continuidade do repasse.
“Não é justo que a Prefeitura Municipal de Teresina repasse mais do valor que é consumido. Então, nós acordamos que só passaríamos o valor se o estado do Piauí passasse um incremento, assim como o Governo Federal e o Governo do Maranhão, que também utiliza o Hospital São Marcos”, concluiu Cipriano.