A Polícia Militar do Piauí (PM-PI) decidiu pela expulsão do sargento Avelar dos Reis Mota. A medida é tomada após a condenação do militar a 4 anos, 2 meses e 12 dias de prisão por invadir uma residência e furtar um perfume em Teresina. A decisão, que ainda cabe recurso, será encaminhada para a aprovação final do governador Rafael Fonteles (PT).
O documento que formaliza a expulsão aponta uma série de condutas graves. Entre elas, o militar é acusado de se apropriar de bens particulares, utilizar sua condição de policial para obter facilidades pessoais, e desprestigiar a corporação ao cometer um crime doloso grave, além de danificar ou inutilizar bens privados.
Detalhes do processo e recurso
O boletim interno da corporação, já assinado pelo comandante Scheiwann Lopes, concluiu o processo disciplinar. Apesar da decisão, o sargento Mota ainda tem a possibilidade de apresentar um recurso ao Governo do Piauí, que terá a palavra final sobre acatar ou não a expulsão.
O furto ocorreu em fevereiro de 2023, no bairro Areias, zona Sul da capital. Segundo o processo, o sargento utilizou uma chave falsa para entrar em uma casa em construção, furtou um perfume, tentou danificar a câmera de segurança e cortou os fios de energia.
Provas e condenação
Dias após o ocorrido, a vítima relatou que outros policiais retornaram ao local e atiraram contra as câmeras. As imagens do circuito interno de segurança e de gravações de vizinhos foram cruciais para a condenação do sargento Mota. O Ministério Público sustentou que o crime foi cometido em serviço, com a participação do cabo Wellington da Silva, que confirmou o furto em depoimento.
O cabo Wellington, por sua vez, foi suspenso por 30 dias por não ter comunicado o crime cometido pelo sargento Mota.
Na época da condenação, a defesa do sargento alegou que ele teria ido ao imóvel após ouvir sobre um suposto plano contra o filho de um colega, e que a porta estava apenas encostada. No entanto, o juiz rejeitou essa versão, mantendo os vídeos como prova, com base em entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A pena imposta a Avelar dos Reis Mota está sendo cumprida em regime semiaberto, com agravante por abuso de poder e antecedentes criminais. O sargento aguarda o resultado de seu recurso em liberdade.
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Fonte: https://portalclubenews.com