Santa Cruz do Piauí enfrenta uma grave situação com a morte de cães e gatos, que estão sendo encontrados em diversas ruas da cidade com suspeita de envenenamento. Em menos de 30 dias, pelo menos quinze animais, incluindo cadelas prenhas e cães de raça, foram registrados pela Associação Protetora dos Animais de Santa Cruz do Piauí (APASTC).
Nesta quarta-feira (15), cinco cães foram encontrados mortos em circunstâncias semelhantes. Uma integrante da APASTC, que preferiu não se identificar, destacou que o hábito cultural de deixar os animais soltos nas ruas pode ter contribuído para o aumento das vítimas. A protetora também alertou que muitos animais podem não ser localizados, pois morrem em áreas afastadas.
Os sintomas observados nos animais antes da morte incluem salivação excessiva, falta de ar e ofegância, reforçando a suspeita de envenenamento. Em resposta a essa situação alarmante, representantes da associação planejam registrar um boletim de ocorrência coletivo na próxima sexta-feira (16) na cidade de Oeiras, onde há uma delegacia.
Campanha de denúncias e recompensas
Para incentivar a população a denunciar, a APASTC lançou uma campanha nas redes sociais oferecendo uma recompensa de R$ 1.000 por informações que ajudem a identificar os responsáveis pelo envenenamento. A entidade garante que o sigilo das denúncias será mantido e ressalta que maus-tratos a animais são crimes previstos em lei.
Contexto de envenenamento no Piauí
O caso em Santa Cruz do Piauí é parte de um cenário mais amplo de envenenamento de animais no estado. No último fim de semana, dez cães foram encontrados mortos em Paulistana, também com indícios de envenenamento. As mortes ocorreram nas proximidades de uma praça de alimentação, gerando preocupação entre os moradores.
Além disso, em Parnaíba, 27 animais, incluindo cães, gatos e aves, foram encontrados mortos com sinais de intoxicação, de acordo com a Polícia Civil. Os registros ocorreram em diferentes pontos da cidade, evidenciando a gravidade da situação.
As autoridades locais e a sociedade civil se mobilizam para investigar esses casos e buscar justiça para os animais afetados. A APASTC continua a trabalhar na proteção e defesa dos direitos dos animais, pedindo a colaboração da população para combater essa onda de violência.
As denúncias podem ser feitas diretamente à APASTC ou por meio das redes sociais da associação, que permanece atenta a novos casos de maus-tratos.
Fonte: portalclubenews.com