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Samu de Luís Correia: MPPI recomenda adequações urgentes após denúncias

O Ministério Público do Piauí (MPPI) recomendou nesta quarta-feira (17) uma série de adequações estruturais na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu de Luís Correia). A medida foi tomada após o recebimento de denúncias que apontavam condições precárias no local, comprometendo diretamente a qualidade e segurança dos serviços prestados à população. As […]

Letícia Lima

O Ministério Público do Piauí (MPPI) recomendou nesta quarta-feira (17) uma série de adequações estruturais na sede do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu de Luís Correia). A medida foi tomada após o recebimento de denúncias que apontavam condições precárias no local, comprometendo diretamente a qualidade e segurança dos serviços prestados à população.

As denúncias, acompanhadas de imagens, revelam um cenário preocupante para a unidade de Luís Correia: macas antigas, uma janela quebrada, infiltrações visíveis nas paredes e pneus abandonados dentro da base. As ambulâncias, veículos essenciais para o atendimento de urgência, também apresentam falhas graves, como velocímetro inoperante, ar-condicionado danificado e bancos e portas desgastados, afetando a funcionalidade e o conforto durante os transportes.

Irregularidades anteriores

É importante notar que, em novembro de 2025, uma visita técnica da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) ao Hospital Municipal Nossa Senhora da Conceição já havia identificado irregularidades na estrutura da unidade. Naquela ocasião, nenhuma ambulância pôde ser vistoriada, pois não se encontravam no local, levantando questões sobre a gestão e disponibilidade dos veículos.

Medidas recomendadas pelo MPPI

Com base nas fotografias, relatórios técnicos e nas denúncias, o Ministério Público listou medidas urgentes que o município deve implementar:

Realizar manutenção completa na estrutura física da base, incluindo limpeza externa, identificação visual e adequação dos espaços de lavagem das ambulâncias, expurgo e sala de utilidades;Instalar sinalização de entrada e saída para garantir a segurança no fluxo das ambulâncias;Regularizar a documentação dos veículos, formalizar contratos de manutenção e assegurar que apenas ambulâncias padronizadas do Samu sejam utilizadas nos atendimentos;Substituir a geladeira deteriorada da copa do hospital e providenciar armazenamento adequado para os cilindros de oxigênio.

O município de Luís Correia tem um prazo de 10 dias para se manifestar oficialmente sobre a recomendação do MPPI. Além disso, a gestão municipal terá 45 dias para comprovar a adoção das medidas solicitadas, por meio de relatórios e documentos. O não cumprimento das recomendações, sem justificativa plausível, poderá levar à adoção de medidas judiciais por parte do Ministério Público.

A população local aguarda a resposta e as ações da prefeitura para garantir que o Samu, um serviço vital para a saúde em Luís Correia, funcione com a estrutura e qualidade que a comunidade merece.

Acompanhe o Altos News para mais informações sobre este e outros temas de impacto local.

Fonte: https://portalclubenews.com

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