A reunião de conciliação sobre o transporte público de Teresina, realizada nesta quarta-feira (20) na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-22), terminou sem acordo entre a Prefeitura, o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Teresina (Setut) e o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro).
transporte: cenário e impactos
O encontro foi mediado pelo desembargador Téssio Torres, que, diante do impasse, agendou uma nova reunião para as 11h desta quinta-feira (21).
O superintendente municipal de Transportes e Trânsito, Weldon Bandeira, informou que o Ministério Público do Trabalho do Piauí (MPT-PI) propôs um aumento de 7% sobre o subsídio de R$ 6 milhões já repassados pela Prefeitura. A proposta será analisada pelo prefeito Silvio Mendes (União Brasil).
“Em média, são pagos mensalmente R$ 6 milhões. Qualquer percentual de aumento deverá ser discutido internamente, tanto nas finanças, como com o senhor prefeito para ver se é possível. Esse subsídio, teoricamente, cobre todos os custos da produção. Se viesse um aumento do subsídio, seria um incremento a mais, até para a melhoria do sistema”, afirmou Bandeira.
O desembargador Téssio Torres destacou que, sem o aumento do subsídio, as empresas podem enfrentar dificuldades para operar o sistema de transporte coletivo da capital.
“A prefeitura nos colocou que essa política de subsídio vem aumentando ano após ano na última década, e terminou por hoje tal sistema de transporte de Teresina necessitando desse subsídio para fazer frente às despesas. Então, a gente verificou que, de fato, os empresários estão com dificuldades, por exemplo, na renovação de frota”, explicou.
Entenda:
A paralisação dos motoristas e cobradores de ônibus em Teresina teve início na segunda-feira (18), motivada pela rejeição de propostas de reajuste salarial e melhorias em benefícios como ticket-alimentação e plano de saúde. A categoria reivindica um aumento total de 12%, enquanto as empresas (Setut) ofereceram apenas 3%, justificando a crise financeira e a dependência de subsídios da prefeitura.
Durante o movimento, a Justiça do Trabalho determinou a manutenção de uma frota mínima para evitar o colapso do serviço essencial, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.
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