Fonteles condena invasão e captura de Maduro
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), expressou nesta segunda-feira (5) sua profunda preocupação com os recentes ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela. Os bombardeios, que tiveram início no sábado (3), resultaram na controversa captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, gerando uma forte condenação por parte do chefe do executivo piauiense e repercussão no cenário político local e nacional.
A declaração de Rafael Fonteles foi concedida durante uma entrevista coletiva realizada em Teresina. Na ocasião, o governador fez questão de ressaltar que, embora não concorde com a forma de administração de Nicolás Maduro na Venezuela – que estava no poder há 12 anos –, ele condena veementemente qualquer tipo de invasão de um país soberano.
“Obviamente não concordamos com a administração do Nicolás Maduro na Venezuela no que diz respeito a inúmeros elementos que demonstram dificuldade em legitimidade popular da parte dele, mas não concordamos com a invasão de um país a outro, ainda mais retirando o presidente daquela nação”, pontuou Rafael Fonteles. A fala do governador reforça a premissa da não-intervenção e do respeito à soberania territorial, princípios fundamentais para as relações internacionais.
Fonteles enfatizou que a América do Sul tem sido, tradicionalmente, um território de paz, distante de conflitos armados dessa magnitude. “Estamos presenciando algo que antes só víamos em outros continentes”, observou o governador, sublinhando a gravidade dos eventos e o potencial impacto na estabilidade e na segurança da região.
Além da condenação aos ataques, Rafael Fonteles também trouxe à tona uma preocupação que considera antiga: a situação migratória. O governador alertou para a necessidade de os estados brasileiros estarem preparados para acolher aqueles que buscam refúgio. “O Brasil cuida dessa política de imigração com muito cuidado. Todos os estados devem estar preparados não somente para receber da Venezuela, mas de outros países. Essa é a cultura do Estado brasileiro”, destacou Fonteles, reforçando o compromisso humanitário do país e a importância de uma política migratória bem estruturada, inclusive para o Piauí.
O cenário na Venezuela e as implicações para a América do Sul, assim como a resposta dos estados brasileiros à questão migratória, continuarão sob a atenta cobertura do Altos News.
Piauí defende América do Sul como território de paz
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), expressou profunda preocupação com os recentes ataques dos Estados Unidos à Venezuela, que teriam culminado na captura do presidente Nicolás Maduro no sábado (3). A declaração, feita durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (5) em Teresina, reforça a visão de que o Piauí defende a América do Sul como território de paz, contrastando com o cenário de conflitos militares que, até então, eram mais associados a outros continentes.
Fonteles, embora ressalte que não compactua com a gestão de Nicolás Maduro – que estava no poder há 12 anos e cuja administração ele aponta para dificuldades de legitimidade popular –, condenou veementemente a invasão. "Obviamente não concordamos com a administração do Nicolás Maduro na Venezuela no que diz respeito a inúmeros elementos que demonstram dificuldade em legitimidade popular da parte dele, mas não concordamos com a invasão de um país a outro, ainda mais retirando o presidente daquela nação", afirmou o governador.
A preocupação do gestor piauiense transcende a crítica ao ato militar. Ele alertou para a ruptura de um padrão de estabilidade na região. A América do Sul, tradicionalmente vista como uma área de menor tensão geopolítica em comparação a outras partes do mundo, agora se depara com um conflito direto que impacta a soberania de uma nação vizinha. Essa mudança levanta questionamentos sobre o futuro da segurança e das relações diplomáticas no continente, que sempre priorizou a não intervenção.
Adicionalmente, Fonteles abordou uma preocupação de longa data relacionada à Venezuela: a imigração. Ele enfatizou a necessidade de preparo dos estados brasileiros para receberem possíveis fluxos de imigrantes, não apenas da Venezuela, mas de outros países em situação de instabilidade. "O Brasil cuida dessa política de imigração com muito cuidado. Todos os estados devem estar preparados não somente para receber [imigrantes] da Venezuela, mas de outros países. Essa é a cultura do Estado brasileiro", destacou, sinalizando que o Piauí também deve se preparar para cenários de acolhimento humanitário.
A postura do Piauí, através de seu governador, sublinha a defesa da autodeterminação dos povos e a não intervenção como pilares da política externa regional, reiterando o desejo de que a América do Sul mantenha seu status de zona de paz e cooperação mútua entre as nações.
Preocupação com imigração e preparo de estados
Em meio à sua veemente condenação ao ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no sábado (3), o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), levantou uma preocupação de longa data com a imigração e a necessidade de preparo dos estados brasileiros. Em entrevista coletiva concedida nesta segunda-feira (5), em Teresina, Fonteles articulou a complexidade da situação, que exige não apenas posicionamento diplomático, mas também ações concretas no âmbito interno para a gestão de fluxos populacionais.
Ainda que reconheça profundas divergências com a administração de Maduro, que esteve no poder por 12 anos, e reprove a invasão de um país soberano, o governador apontou que a preocupação com a Venezuela já era um cenário iminente antes mesmo dos recentes eventos. Ele destacou que a América do Sul, tradicionalmente um território de paz, se depara agora com uma realidade que antes parecia distante, com conflitos de grande escala. A potencial intensificação do fluxo migratório, impulsionado por instabilidades políticas e sociais, demanda uma resposta coordenada e humanitária de todos os estados.
Nesse sentido, Fonteles enfatizou a urgência de uma preparação robusta por parte de todas as unidades federativas do país. "O Brasil cuida dessa política de imigração com muito cuidado. Todos os estados devem estar preparados não somente para receber [imigrantes] da Venezuela, mas de outros países. Essa é a cultura do Estado brasileiro", ressaltou o governador. A declaração reforça o compromisso do país com a acolhida, mas também sinaliza para os desafios logísticos e de integração que surgem com a chegada de populações deslocadas, exigindo infraestrutura e serviços adequados.
Desafios de Saúde Pública em Abrigos
A questão do preparo para a imigração não é apenas teórica. Em Teresina, por exemplo, a experiência local com abrigos para imigrantes venezuelanos já demonstra a complexidade dos desafios enfrentados. Dados apontam que oito casos de tuberculose foram registrados em quase um ano nesses abrigos, conforme informações da Fundação Municipal de Saúde (FMS). Este cenário sublinha a importância de um planejamento que contemple não só a moradia, mas também a saúde pública e a oferta de outros serviços essenciais para garantir a dignidade e o bem-estar dos que buscam refúgio em solo brasileiro.
Fonte: https://g1.globo.com