O cenário político na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) se desenha com a confirmação de que o deputado estadual Henrique Pires (MDB) está prestes a reassumir a presidência da crucial Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Este movimento faz parte de um acordo político pré-estabelecido entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), que visa a alternância de poder em uma das cadeiras mais estratégicas do parlamento estadual. Em 2025, a importante pasta esteve sob a liderança do deputado Hélio Isaías (PT), preparando o terreno para a próxima transição.
A CCJ é amplamente reconhecida como a espinha dorsal do Poder Legislativo, sendo responsável por analisar a constitucionalidade e legalidade de todas as proposições antes que avancem para votação em plenário. Sua atuação é fundamental para a boa gestão e conformidade das leis. Conforme o regimento interno da Alepi, a definição das presidências das comissões é influenciada diretamente pelo tamanho das bancadas partidárias. O acordo entre PT e MDB foi selado no início da legislatura atual, prevendo que o MDB assumiria a presidência da comissão em 2026, garantindo equilíbrio na distribuição de poder.
A manutenção deste pacto foi publicamente confirmada pelo líder do governador Rafael Fonteles (PT-PI) na Assembleia, deputado Vinícius Nascimento (PT). “Não tem mudança dos partidos. Na CCJ, vai ser reconduzido o deputado Henrique Pires, que já teve esse alinhamento. O deputado Fábio Novo fica como vice-presidente”, declarou Nascimento, reforçando a estabilidade do arranjo. Além da CCJ, o deputado informou que a Comissão de Administração permanecerá sob a indicação do Progressistas, seguindo uma linha de continuidade. As demais comissões também manterão as indicações partidárias que vigoravam em 2025, com a possibilidade de troca apenas nos nomes dos respectivos titulares.
Vinícius Nascimento fez questão de sublinhar a solidez do planejamento político. “Nas demais comissões, mantém todos os partidos sob mesma coordenação. Mesmo o Progressistas hoje tendo menos deputados, a conta que a gente faz é a do início do mandato em 2023. Não tem mudança na condução das pastas”, afirmou o parlamentar. A declaração garante que, mesmo diante de possíveis variações no número de deputados por legenda, os acordos firmados no começo da legislatura, em 2023, continuarão a balizar a distribuição das lideranças nas comissões, assegurando previsibilidade e respeito aos pactos estabelecidos.
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Fonte: https://portalclubenews.com