Familiares, amigos e colegas do policial penal Gilvan Furtado Leite, de 53 anos, realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (10) em frente ao Complexo de Delegacias de Teresina, onde está localizada a Delegacia de Repressão aos Crimes de Trânsito (DRCT). O ato busca justiça após Gilvan e sua filha de 20 anos, que é autista, terem sido gravemente feridos em um atropelamento no último sábado (6).
protesto: cenário e impactos
O acidente ocorreu no loteamento Bela Vista, quando o motorista suspeito, identificado como embriagado, atropelou a dupla. Apesar de ter sido preso pela Polícia Militar, o suspeito foi liberado após audiência de custódia mediante pagamento de fiança.
Atualmente, o estado de saúde das vítimas é considerado estável. A jovem permanece hospitalizada em uma unidade particular, enquanto Gilvan está internado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) com quadro grave.
Contexto do Acidente e Reações
Segundo Michell Platinni, primo de Gilvan, o policial costumava levar a filha para passear em momentos de crise, uma prática que se tornou parte da rotina familiar. “Ele sempre a acompanhava nas terapias e esse percurso de moto era habitual para acalmá-la”, explicou.
Rodrigo Mendes, presidente do sindicato dos policiais penais do Maranhão, expressou indignação com a decisão de soltura do suspeito, afirmando que isso representa um sentimento de impunidade. “É inaceitável que um pai que cuida da filha seja vítima de um ato tão covarde e que o responsável esteja livre”, disse Mendes.
Demandas por Justiça
Os manifestantes buscam sensibilizar a população e as autoridades sobre a gravidade do caso. Michell Platinni ressaltou que o motorista suspeito teria um histórico de reincidência em crimes de trânsito. “Não é justo que alguém com esse perfil esteja solto, enquanto as vítimas estão em estado crítico”, afirmou.
O delegado Carlos César, responsável pela DRCT, não confirmou a reincidência do suspeito, mas mencionou que ele possui uma passagem criminal relacionada a receptação. “Estamos investigando, mas até agora não encontramos registros de acidentes de trânsito anteriores”, declarou.
Próximos Passos e Investigação
A investigação sobre o caso continua, e o espaço permanece aberto para a defesa do suspeito. A comunidade aguarda desdobramentos que possam trazer justiça para Gilvan e sua filha, enquanto a pressão por respostas aumenta.
O caso destaca a necessidade de um olhar mais atento às questões de segurança no trânsito e à responsabilidade de motoristas, especialmente em situações que envolvem vulnerabilidade.