O Projeto gen-t do Brasil, a maior iniciativa de mapeamento genético do país, alcançou um marco significativo em Teresina. Em apenas cinco meses de atuação em parceria com o Grupo Med Imagem, mais de 3 mil voluntários da capital piauiense e região aderiram à pesquisa, reforçando o compromisso com a promoção da saúde, o avanço científico e a inclusão da diversidade brasileira nos estudos genéticos.
O Projeto Nacional de Mapeamento Genético
Conduzida por cientistas brasileiros, a iniciativa visa mapear o DNA de 200 mil pessoas para construir o maior banco genético da América Latina. Essa base de dados é fundamental para o desenvolvimento de novos medicamentos, tratamentos e métodos de prevenção a diversas doenças.
Entre os idealizadores está a renomada geneticista da Universidade de São Paulo (USP), Lygia da Veiga Pereira, referência internacional na área. O projeto busca corrigir uma lacuna histórica na ciência, que por décadas utilizou predominantemente dados de populações europeias, não refletindo a rica diversidade genética brasileira. “Nossa população é o resultado da mistura de DNA indígena, europeu e africano. Se não conhecermos o DNA brasileiro, a população não poderá aproveitar os avanços da medicina”, explica a Profª. Lygia V. Pereira.
Piauí se Destaca na Pesquisa Genética
No Piauí, a parceria com o Grupo Med Imagem, através do Centro de Pesquisa Med Imagem, tem sido crucial. A equipe local é responsável por toda a logística de coleta e recrutamento de novos voluntários, garantindo que o estado esteja devidamente representado nas pesquisas que moldarão o futuro da medicina de precisão no país.
O médico Dr. Felipe Scipião, gerente de Ensino e Pesquisa do Grupo Med Imagem, enfatiza o impacto local: “A participação piauiense abre portas para diagnósticos mais rápidos, tratamentos personalizados e uma compreensão aprofundada das características genéticas da nossa população”.
Como Voluntariar e os Benefícios Oferecidos
Moradores de Teresina e região podem participar voluntária e gratuitamente, desde que tenham 18 anos ou mais. O processo inclui agendamento da coleta pelo link oficial, preenchimento de um questionário de saúde e comparecimento ao local agendado com jejum de 8 a 12 horas.
Os participantes recebem check-ups anuais com exames laboratoriais (como hemograma, glicemia e colesterol), além de relatórios de saúde personalizados. A partir do terceiro ano de participação, é entregue um relatório de ancestralidade genética, detalhando suas origens.
As coletas são realizadas na unidade Med Imagem Centro, com uma equipe treinada que assegura segurança, confidencialidade e consentimento informado, seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as normas éticas da pesquisa científica brasileira.
Globalmente, cerca de 80% dos bancos genéticos são de origem europeia, resultando em uma sub-representação de populações diversas, como a brasileira. Ao construir um banco genético rico em diversidade, o Projeto gen-t do Brasil não apenas corrige essa distorção, mas posiciona o país como um protagonista na pesquisa genômica mundial e impulsiona a medicina de precisão.
Para mais informações sobre o Projeto gen-t do Brasil e como você pode participar, consulte os canais oficiais do projeto.
Fonte: https://g1.globo.com