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Professores da rede privada de Teresina realizam protesto por reajuste salarial

Professores da rede privada de Teresina protestam por reajuste salarial e melhores condições de trabalho.
Professores da rede privada de Teresina realizam protesto por reajuste salarial

Cerca de 50 professores da rede particular de ensino de Teresina paralisaram suas atividades na manhã desta segunda-feira (25), no cruzamento das avenidas Raul Lopes e Jóquei Clube, na zona Leste da capital. O ato teve como principal objetivo reivindicar um reajuste salarial que supere a inflação e melhores condições de trabalho.

professores: cenário e impactos

A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Professores e Auxiliares da Administração Escolar do Piauí (Sinpro-PI), que destaca perdas salariais acumuladas desde 2020. O presidente da entidade, Jurandir Soares, afirmou que a defasagem salarial chega a aproximadamente 5% no ensino básico e 10% no ensino superior.

“Há uma sobrecarga extraclasse dos professores, principalmente na educação infantil e fundamental, além de uma desvalorização salarial significativa”, declarou Soares.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a manutenção de um piso salarial, a atualização da gratificação por qualificação, como mestrado e doutorado, e o retorno da bolsa de estudos integral para professores e auxiliares.

De acordo com o Sinpro-PI, cerca de 20 mil profissionais atuam na rede privada de ensino no Piauí. Muitos enfrentam, além da defasagem salarial, problemas de saúde devido à intensa carga de trabalho.

Apesar da paralisação, o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Piauí (Sinepe-PI), Leonardo Airton, informou que as aulas nas escolas particulares continuam normalmente. Ele ressaltou que o sindicato patronal mantém diálogo com a categoria.

“Tivemos uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho na última quinta-feira (21), e, em comum acordo entre os sindicatos, o processo foi suspenso por 30 dias para que as negociações avancem e possamos concluir a convenção coletiva 2026/2027”, explicou Airton.

As negociações começaram em fevereiro, mas até o momento não houve apresentação de uma contraproposta por parte das instituições de ensino. Uma nova rodada de diálogo está prevista para o dia 2 de junho.

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