O Ministério Público do Piauí (MPPI) formalizou um pedido de prisão preventiva contra empresários envolvidos na Operação Carbono Oculto 86, que investiga um complexo esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 5 bilhões, supostamente ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação, deflagrada pela Polícia Civil, cumpriu mandados em 49 postos de combustíveis distribuídos nos estados do Piauí, Maranhão e Tocantins.
As suspeitas que motivaram o pedido de prisão preventiva incluem o possível vazamento de informações confidenciais antes do início da operação policial e a tentativa de ocultação de patrimônio por parte dos investigados após o desencadeamento das investigações.
As apurações da Polícia Civil do Piauí revelaram a existência de movimentações financeiras atípicas no montante de R$ 5 bilhões, envolvendo as empresas sob investigação. A Justiça determinou a apreensão dos passaportes de Haran Santhiago Girão Sampaio, sua esposa Thamyres Leite, Danilo Coelho de Sousa e sua esposa Thayres Leite, impedindo-os de deixar o território nacional. Ambos os casais de empresários figuram entre os principais alvos da Operação Carbono Oculto 86.
Durante a operação, foram apreendidos diversos bens de alto valor, incluindo um veículo Porsche avaliado em R$ 550 mil e uma aeronave modelo Cessna Aircraft 210M, pertencente ao empresário Haran Santhiago Girão Sampaio. As autoridades também tentam localizar outras três aeronaves que não foram encontradas no cumprimento dos mandados de busca.
As investigações apontam para um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro que envolve operadores sediados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, um importante centro financeiro do país. A polícia também investiga um possível vazamento de informações da operação, após encontrar embalagens vazias de relógios na residência de um dos investigados.
Fonte: g1.globo.com