Um homem identificado pelas iniciais T.S.F. foi detido na sexta-feira (27), em Brasília (DF), sob a suspeita de integrar um sofisticado esquema de golpes envolvendo a venda de consórcios e financiamentos de veículos. A ação, que teve impacto direto no Piauí e em outros estados como Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás, foi resultado de uma operação conjunta da Polícia Civil do Piauí e da Polícia Federal.
A prisão preventiva foi executada por agentes da Polícia Civil do Piauí, com o apoio da Polícia Federal. A investigação que culminou na prisão foi conduzida pela 6ª Delegacia Seccional – Divisão 1, contando ainda com o suporte estratégico da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DINT/PC-PI).
Como funcionava o esquema de fraudes
Segundo o delegado Walter Cunha, da Polícia Civil do Piauí, os criminosos utilizavam amplamente as redes sociais, especialmente o Facebook, para disseminar anúncios enganosos. Nessas publicações, ofereciam veículos com condições supostamente facilitadas e prometiam uma entrega rápida, atraindo potenciais vítimas.
Após o pagamento de valores iniciais, as pessoas eram ardilosamente levadas a assinar contratos de consórcio que divergiam completamente da proposta original apresentada. “Os veículos não eram entregues e os valores pagos também não eram devolvidos”, explicou o delegado, ressaltando o prejuízo financeiro para dezenas de cidadãos. As apurações revelaram que a empresa envolvida não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar no setor de consórcios, um forte indício da ilegalidade das operações.
Medidas da Justiça e desdobramentos
Além da prisão de T.S.F., a Justiça determinou uma série de medidas para desarticular o esquema. Entre elas, estão a suspensão imediata das atividades das empresas investigadas, o cumprimento de mandados de busca e apreensão em locais estratégicos e o bloqueio de valores em contas bancárias ligadas aos suspeitos. O objetivo dessas últimas ações é viabilizar um eventual ressarcimento às vítimas que foram lesadas pelos golpes.
A Polícia Civil reitera que as investigações prosseguem. O foco agora é identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa e, principalmente, quantificar o número total de pessoas prejudicadas por essa fraude em diversos estados, incluindo o Piauí.
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Fonte: https://portalclubenews.com