Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) têm criticado os danos causados em estações do Metrô de São Paulo após a manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada no último domingo (11) na Avenida Paulista. As imagens dos estragos, que incluem pichações e vidros quebrados, foram amplamente compartilhadas nas redes sociais, mas as críticas não mencionam os ataques de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores radicais de Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
Danos nas estações do Metrô
O Metrô confirmou que três estações da Linha 2-Verde – Brigadeiro, Trianon-Masp e Consolação – sofreram danos. Foram registradas quebras de cinco placas de vidro e pichações em diversas áreas. A companhia anunciou que irá investigar os incidentes e responsabilizar os autores.
Reações de aliados de Flávio Bolsonaro
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) usou o canal de WhatsApp “Tropa do Flávio” para incentivar a disseminação de imagens dos atos de vandalismo. Ele afirmou que o conteúdo poderia ser usado como material de campanha para as eleições de 2026, pedindo que seus seguidores compartilhassem as imagens amplamente.
Críticas do governador de São Paulo
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) também se manifestou, classificando os atos de vandalismo como intolerância. No entanto, algumas publicações de aliados de Flávio incluíram imagens que não estavam relacionadas à manifestação, como um vídeo de uma jovem supostamente consumindo drogas, que já circulava na internet antes do protesto.
Comparação com os ataques de 8 de janeiro
Os ataques de 8 de janeiro, que resultaram na invasão do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, causaram danos significativos e foram considerados uma tentativa de golpe de Estado. Segundo dados do STF, 1.402 pessoas foram responsabilizadas criminalmente pelos atos antidemocráticos e os pedidos de reparação dos danos ao patrimônio público federal ultrapassam R$ 56 milhões.
As críticas atuais sobre os danos na Paulista, embora relevantes, não podem ser dissociadas do contexto mais amplo dos eventos de 8 de janeiro, que marcaram um momento crítico na política brasileira.
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Fonte: noticiasaominuto.com.br