A Polícia Civil do Piauí deu um passo importante na luta contra o crime organizado, anunciando a solicitação de alienação antecipada de um vasto conjunto de bens apreendidos na Operação Carbono Oculto 86. Essa medida estratégica visa descapitalizar financeiramente as organizações criminosas e reverter ativos ilícitos de volta à sociedade. O montante e a variedade dos bens são significativos: incluem postos de combustíveis, duas aeronaves, quatro carros de luxo de alto valor e cerca de R$ 6 milhões em dinheiro.
Desdobramentos da Operação Carbono Oculto 86
A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em novembro do ano passado, causando grande impacto nos estados do Piauí, Pernambuco e Tocantins. Na ocasião, 49 postos de combustíveis foram interditados, revelando uma estrutura complexa de atividades ilícitas. Os principais investigados, Haran Santiago Girão Sampaio e Danilo Coelho de Sousa, supostos proprietários da rede de postos, são alvos de acusações graves que vão desde lavagem de dinheiro e suposta ligação com o crime organizado até a adulteração de combustível, um risco direto à segurança e ao bolso do consumidor.
A importância da alienação antecipada é sublinhada pelo secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas. Ele enfatizou que “No combate ao crime organizado é preciso atingir o andar de cima também”, referindo-se à necessidade de golpear as finanças das cúpulas criminosas para enfraquecer suas operações.
Agilidade e Reversão de Ativos para a Sociedade
Para assegurar a eficácia e a rapidez do processo de recuperação desses bens, o Delegado Geral da Polícia Civil, Lucy Keiko, destacou a criação do Departamento de Gestão e Recuperação de Ativos. Este novo departamento trabalhará em estreita colaboração com o Poder Judiciário para agilizar a tramitação da alienação, garantindo que os bens, que foram frutos de atividades criminosas, possam ser vendidos e o dinheiro revertido para investimentos em segurança pública ou outras áreas essenciais.
A solicitação da Polícia Civil ressalta a firmeza na política de descapitalização do crime, buscando não apenas prender os envolvidos, mas também desmantelar suas bases financeiras. Essa ação tem um impacto direto na comunidade local e regional, enviando uma mensagem clara de que o crime não compensa e que os recursos desviados podem, eventualmente, retornar para o benefício da população.
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Fonte: https://portalclubenews.com