O empresário teresinense Arthur Liu descreve um cenário de apreensão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A rotina do nômade digital, que está na cidade desde 18 de fevereiro, foi alterada abruptamente após o Irã retaliar ataques dos Estados Unidos e de Israel. Os conflitos, que se estenderam por vários países do Oriente Médio, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Omã, Iraque e Jordânia, geraram um clima de tensão e incerteza na região.
Arthur relatou que, a partir de sábado (28), a situação se agravou, com explosões audíveis e alertas frequentes no celular entre sábado e domingo (29). Com os aeroportos da região fechados, o empresário aguarda a estabilização para decidir os próximos passos. Ele observou que a cidade, habitualmente movimentada, agora apresenta ruas com menos circulação de pessoas e estabelecimentos operando em ritmo incomum.
Ainda em Dubai, o empresário Fabiano Lima, natural de Picos e residente local há mais de um ano, reforça o clima de tensão. “Estamos ouvindo mísseis passando o tempo todo. As autoridades enviaram mensagens para que não fiquemos perto das janelas, porque os estrondos estão quebrando vidros”, afirmou Fabiano, que, apesar do nervosismo inicial, busca manter a calma. Ele mencionou a segurança do condomínio onde reside, mas destacou que “o barulho é alto e sentimos tudo tremer”.
Entenda o cenário geopolítico
Os ataques iranianos foram uma retaliação a uma ofensiva coordenada pelos governos americano e israelense, ocorrida no sábado (28) contra o Irã. Esse confronto resultou na morte do líder supremo, Ali Khamelei, e do ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad. A escalada de tensões remonta a meses de pressão dos EUA sobre Teerã para impor restrições ao seu programa nuclear, que foram rejeitadas.
A estratégia do Irã de atacar bases americanas e aliadas em países como o Bahrein – base atingida no fim de semana e sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA – visa tornar a região mais instável. Segundo análises da imprensa britânica, essa ofensiva busca abalar a relativa paz e prosperidade desfrutada pelo Golfo caso as operações contra o Irã prossigam.
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Fonte: https://portalclubenews.com