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Petróleo dispara mais de 3% e atinge maior valor em quase um mês

O preço do petróleo disparou mais de 3% nesta quinta-feira, atingindo o maior valor em quase um mês, impulsionado por tensões entre EUA e Irã.
Petróleo dispara mais de 3% e atinge maior valor em quase um mês

O preço do petróleo apresentou uma alta significativa nesta quinta-feira (20), subindo mais de 3% e alcançando o maior valor em quase um mês. O barril do tipo Brent, referência mundial, chegou a ser cotado a US$ 94,71, impulsionado por tensões geopolíticas entre os Estados Unidos e o Irã, além de ataques atribuídos ao grupo houthis na Arábia Saudita.

Tensões geopolíticas e suas consequências

A escalada das tensões entre os EUA e o Irã, marcada por novas ameaças do presidente Donald Trump, gerou preocupações sobre o fornecimento global de energia. Trump advertiu que qualquer país que oferecesse apoio ao Irã enfrentaria “consequências econômicas tremendas”. Essa declaração, juntamente com a possibilidade de ataques a Omã, intensificou as incertezas no mercado.

Comportamento do mercado de petróleo

Após uma madrugada estável em torno de US$ 92, o preço do barril começou a subir a partir das 3h, atingindo seu pico às 9h15. O fechamento do dia registrou uma alta de 1,77%, com o barril cotado a US$ 93,24, o valor mais alto desde 23 de julho. O petróleo WTI, utilizado nos EUA, também teve um desempenho positivo, subindo 2,24% e fechando a US$ 86,28.

Respostas do Irã e do grupo houthis

Em resposta às ameaças de Trump, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, classificou as declarações como uma tentativa de desviar a atenção da “política fracassada” dos EUA. Araghchi alertou que a intensificação das sanções resultará em mais hostilidade por parte do Irã, que mantém o controle sobre o estreito de Hormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.

Além disso, os houthis, apoiados pelo Irã, realizaram ataques em Najran, na Arábia Saudita, atingindo alvos estratégicos, incluindo um aeroporto e instalações da petrolífera Aramco. A resposta das autoridades sauditas ainda não foi divulgada.

Impactos econômicos e sociais no Irã

A economia iraniana, já debilitada por décadas de sanções, enfrenta um novo desafio devido à guerra. A inflação no país atingiu 66% nos últimos 12 meses, e a moeda local, o rial, continua em queda. O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, pediu medidas para apoiar a “economia da resistência”, visando reduzir a dependência de importações e fortalecer a economia local.

A situação no Oriente Médio continua a se agravar, com o Irã retaliando contra aliados dos EUA na região e os houthis atacando instalações petrolíferas e navios sauditas.

O mercado de petróleo permanece volátil, e as próximas semanas poderão ser decisivas para o futuro dos preços e da segurança energética global.

Fonte: noticiasaominuto.com.br

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