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Pepe Fiamoncini: autoconhecimento e superação no mundo das ultramaratonas

Pepe Fiamoncini revela como o autoconhecimento o levou a se tornar um ultramaratonista e a quebrar recordes mundiais.
Pepe Fiamoncini: autoconhecimento e superação no mundo das ultramaratonas

A trajetória de Pepe Fiamoncini, 35 anos, é marcada por uma transformação radical que o levou de um ambiente corporativo para o universo das ultramaratonas. O ex-administrador, que já conquistou recordes mundiais em condições extremas, acredita que o autoconhecimento é a chave para superar desafios que parecem impossíveis.

autoconhecimento: cenário e impactos

Após o isolamento social imposto pela pandemia, Pepe decidiu mudar sua vida. De volta a São Paulo, sentiu-se preso em uma rotina que não o satisfazia. “Eu me via como um passarinho voando, batendo asa por aí, e me vi de novo numa gaiola”, relembra. Essa percepção o motivou a se inscrever em um Ironman, mesmo sem preparo físico adequado.

Da mesa de escritório às ultramaratonas

Nascido em São Paulo e formado em administração e contabilidade, Pepe seguiu o caminho convencional no mercado de trabalho. No entanto, a pandemia trouxe uma nova perspectiva. Sem acesso a academias, ele improvisou treinos em casa, utilizando objetos do cotidiano como pesos. “Isso não foi um ganho de performance, mas um ganho mental, psicológico, para sair da inércia”, explica.

Em apenas oito meses, ele completou o Ironman, uma prova que até então considerava o auge da capacidade humana. “Aí eu fiz um Ironman e pensei: ‘E agora?'”, conta. A resposta veio na forma do Ultraman, uma prova de resistência extrema que ele completou com sucesso, tornando-se seu próprio super-herói.

Descobrindo onde está o limite

Pepe não se contentou em parar por aí. Em uma ultramaratona em Minnesota, enfrentou temperaturas de -40 °C, puxando um trenó por mais de 200 quilômetros. Ele relata que, em uma travessia aquática no Rio de Janeiro, chegou a chorar de dor durante o percurso. Em 2023, ele fez história ao atravessar o Salar de Uyuni, na Bolívia, em 33 horas, superando desafios de altitude e temperatura.

Corpo forte, cabeça mais ainda

Para Pepe, o diferencial não está apenas no condicionamento físico, mas na força mental. Ele aprendeu a ouvir seu corpo e a respeitar seus limites. “Todo treino é um momento de perceber o meu corpo”, afirma. Ele também transformou seus treinos em meditações em movimento, evitando distrações como música para se concentrar nas sensações físicas.

Recordes, rotina e pequenas vitórias

No ano passado, Pepe quebrou recordes ao percorrer mais de 110 quilômetros em 12 horas em uma esteira manual e 188 quilômetros em 24 horas em outra. No entanto, ele enfatiza que sua motivação vai além dos números. “Eu levo meus objetivos como sonhos, não como simplesmente ‘quero perder peso para ficar bonito'”, destaca.

Próxima parada: Everest

O próximo grande desafio de Pepe é escalar o Monte Everest sem oxigênio suplementar, um feito inédito para um brasileiro. Ele reconhece que essa empreitada é a mais complexa de sua carreira, exigindo não apenas resistência física, mas também um profundo conhecimento sobre montanhismo e alta montanha.

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