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Pensão do INSS para órfãos de vítimas de feminicídio entra em vigor

Órfãos de vítimas de feminicídio têm direito a pensão do INSS a partir de 29 de setembro.
Pensão do INSS para órfãos de vítimas de feminicídio entra em vigor

A partir desta sexta-feira (29), filhos e dependentes de mulheres vítimas de feminicídio têm direito a uma pensão especial do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O benefício, que é regulamentado pela nova norma, terá o valor de um salário-mínimo.

Conforme a legislação, têm direito à pensão os menores de 18 anos que se encontram em situação de vulnerabilidade social e cuja renda familiar per capita seja igual ou inferior a um quarto do salário-mínimo. Além dos filhos biológicos, também poderão receber o benefício enteados, menores sob guarda e tutelados que comprovem dependência econômica em relação à vítima.

Como solicitar a pensão

A solicitação da pensão pode ser feita pelo site ou pelo aplicativo Meu INSS, além do telefone 135.

Documentação necessária

Para requerer a pensão, o solicitante deve apresentar um documento de identificação oficial com foto da criança ou do adolescente, ou, na impossibilidade, a certidão de nascimento. Para os filhos menores de idade, é necessário apresentar um dos seguintes documentos que comprovem a ocorrência de feminicídio:

  • Auto de prisão em flagrante;
  • Denúncia, conclusão do inquérito policial ou decisão judicial.

Se a pensão for destinada a um dependente da mulher vítima de feminicídio, é necessário apresentar o termo de guarda ou de tutela provisória ou definitiva.

Requerimento e pagamento

O requerimento da pensão deve ser feito pelo representante legal dos filhos e dependentes da vítima. É importante ressaltar que crianças e adolescentes não podem ser representados pelo autor, coautor ou participante do crime de feminicídio, tanto para requerer quanto para administrar o benefício.

O pagamento da pensão especial será efetivado a partir da data do requerimento, sem efeitos financeiros retroativos à data de falecimento da vítima.

Essa medida visa proporcionar suporte financeiro a famílias que enfrentam a perda de uma mãe em circunstâncias tão trágicas, buscando minimizar o impacto social e econômico gerado pelo feminicídio.

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