O Parlamento Europeu decidiu suspender o acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos. A medida é uma resposta direta às crescentes tensões envolvendo a Groenlândia e as recentes ameaças do então presidente norte-americano, Donald Trump. Fontes ligadas à BBC indicaram que o anúncio oficial da suspensão deve ocorrer ainda nesta quarta-feira, dia 21, marcando um novo capítulo nas relações transatlânticas.
O entendimento comercial, que contava com ampla aprovação dos partidos do bloco, previa a eliminação de tarifas da União Europeia sobre importações de bens norte-americanos. A votação final estava agendada para acontecer entre os dias 26 a 27 de janeiro, conforme apurado pela Reuters.
Contudo, o cenário mudou drasticamente. Há agora um “consenso majoritário” entre os principais grupos políticos para congelar o acordo. Iratxe García Pérez, presidente do partido S&D (Social-Democrata), confirmou a decisão em declaração à AFP. Do mesmo modo, Valerie Hayer, presidente do grupo centrista Renovação, afirmou ao Le Monde que a suspensão envia uma mensagem “forte” de descontentamento à Casa Branca, colocando em alerta empresas dos EUA que dependem do acesso ao mercado europeu.
A postura é reforçada por líderes como Manfred Weber, do Partido Popular Europeu, maior bloco conservador do parlamento. Ele já havia sinalizado seu apoio à suspensão em uma publicação no X durante o fim de semana. “Somos a favor do acordo, mas, com as ameaças de Donald Trump sobre a Groenlândia, a aprovação não será possível neste momento”, escreveu Weber. As tensões escalaram a ponto de o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, alertar a população para se preparar para uma possível invasão, embora ponderasse que um conflito militar, “não é provável que haja, mas isso não pode ser descartado.”
A paralisação do acordo comercial sublinha a seriedade com que as ameaças de Trump foram recebidas em Bruxelas. A decisão do Parlamento Europeu reflete a determinação de proteger seus interesses e valores diante de movimentos diplomáticos controversos.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br