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Paralisação do Transporte Eficiente afeta centenas de cadeirantes em Teresina

Cerca de 500 cadeirantes em Teresina enfrentam sérios problemas de mobilidade após a paralisação parcial do Transporte Eficiente, serviço essencial para a locomoção desse público na capital. A interrupção expõe um impasse entre a empresa Expresso Santa Cruz, que denuncia atrasos nos repasses da Prefeitura, e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), que […]

Letícia Lima

Cerca de 500 cadeirantes em Teresina enfrentam sérios problemas de mobilidade após a paralisação parcial do Transporte Eficiente, serviço essencial para a locomoção desse público na capital. A interrupção expõe um impasse entre a empresa Expresso Santa Cruz, que denuncia atrasos nos repasses da Prefeitura, e a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans), que alega falhas na documentação da concessionária.

Sem o serviço em pleno funcionamento, usuários relatam que a única alternativa são aplicativos de mobilidade. Contudo, motoristas frequentemente recusam corridas ao perceberem passageiros cadeirantes, agravando o problema. A Associação dos Cadeirantes de Teresina (Ascante) confirma que a redução no atendimento é resultado da falta de repasses municipais.

Joselito de Anchieta Campelo, diretor da Expresso Santa Cruz, denuncia atrasos recorrentes. “A empresa vem sofrendo vários atrasos nos repasses. Ontem, dia 20, completamos três meses consecutivos sem receber, além do mês de dezembro. Também houve valores descontados sem acordo prévio”, afirmou. Ele ressalta que o serviço só se mantém ativo pelo apoio emergencial de outra empresa.

Outro ponto de conflito é o pagamento da quilometragem rodada. A Expresso Santa Cruz pleiteava reajuste de R$ 7,50 para R$ 9,00, mas a Strans teria fixado o valor em apenas R$ 6,00.

Entre os trabalhadores, a situação também é crítica. Antônio Cardoso, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sintetro), alerta para a possibilidade de uma paralisação por tempo indeterminado. “O trabalhador está sendo prejudicado. É possível haver paralisação. Estamos avisando para que os cadeirantes já procurem outra alternativa”, declarou.

Em nota, a Strans informou que a paralisação é decisão unilateral da Expresso Santa Cruz, sem comunicação prévia. O órgão esclarece que o pagamento não foi realizado devido à apresentação de documentação em desacordo com as exigências municipais. A Strans afirma que o repasse ocorrerá somente após a regularização das notas fiscais e alvarás obrigatórios, e que busca o restabelecimento integral da frota.

A divergência entre as partes mantém em xeque um serviço vital para centenas de pessoas com deficiência em Teresina. A busca por soluções urgentes se intensifica para garantir o direito à mobilidade de um dos públicos mais vulneráveis da capital. O Altos News continuará acompanhando de perto os desdobramentos.

Fonte: https://portalclubenews.com

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