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Ocde projeta crescimento dos eua, mas alerta para desaceleração futura

A economia dos Estados Unidos demonstra resiliência, mas deve experimentar um ritmo mais lento de expansão nos próximos anos. Um novo relatório aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% em 2025 e 1,7% em 2026. Embora esses números representem uma revisão para cima em relação às estimativas anteriores, que eram de […]

(Foto: David Dibert/Pexels)

A economia dos Estados Unidos demonstra resiliência, mas deve experimentar um ritmo mais lento de expansão nos próximos anos. Um novo relatório aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% em 2025 e 1,7% em 2026. Embora esses números representem uma revisão para cima em relação às estimativas anteriores, que eram de 1,6% e 1,5% respectivamente, o estudo indica uma perda de fôlego na economia americana.

A desaceleração prevista para o próximo ano é atribuída a uma série de fatores. Entre eles, destacam-se uma possível moderação no mercado de trabalho, uma diminuição acentuada na imigração líquida, o impacto do aumento de tarifas sobre os preços dos produtos e cortes significativos nos gastos discricionários que não estão relacionados à área de defesa.

Apesar da leve redução no ritmo das contratações e de uma inflação que ainda se mantém acima da meta estabelecida pelo Federal Reserve (Fed), a economia americana tem demonstrado uma notável capacidade de resistência. O relatório observa que as pressões salariais permanecem sob controle e que as expectativas de inflação a longo prazo continuam bem ancoradas. Em relação às projeções feitas em junho, a estimativa para a inflação PCE em 2026 foi reduzida de aproximadamente 2,8% para 2,3%, o que sugere um processo de desinflação mais rápido do que o inicialmente previsto. A projeção para este ano também foi revisada para baixo, passando de 3,2% para 3%.

Estima-se que a inflação deverá aumentar até meados de 2026, impulsionada pelo repasse das tarifas, que elevaram a taxa efetiva de 2,5% para 14%. No entanto, espera-se que a inflação retorne à meta estabelecida em 2027, seguindo uma trajetória menos pressionada do que a estimada em junho. Entre os riscos identificados, o relatório menciona a possibilidade de uma correção nos mercados de ações, a persistência da inflação e a fragilidade no mercado de crédito. Por outro lado, o forte investimento em inteligência artificial (IA) pode gerar resultados surpreendentemente positivos.

A política monetária dos EUA já iniciou um ciclo de afrouxamento, e a expectativa é de que ocorram cortes graduais nas taxas de juros, levando-as para a faixa de 3,25% a 3,5% até o final de 2026. Essa flexibilização será facilitada pela desaceleração do emprego, que criará espaço para medidas de estímulo.

No que se refere à política fiscal, o déficit do governo deverá permanecer em torno de 7,5% do PIB até 2027, um nível semelhante ao estimado anteriormente. Ao mesmo tempo, a dívida bruta continua em trajetória ascendente, atingindo 128,4% do PIB em 2027, valor também próximo da projeção de junho. Apesar disso, o relatório reitera o alerta de que o país opera com um desequilíbrio estrutural e que um “ajuste significativo” será necessário para garantir a sustentabilidade das contas públicas a longo prazo.

Fonte: www.infomoney.com.br

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