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O valor do verde: duas gerações revelam o impacto de cuidar das

Em Teresina, a paixão pelo verde transcende a mera estética, revelando-se um elo vital entre gerações e um pilar para a qualidade de vida. O cuidado com as plantas é muito mais do que um hobby; é uma prática que impacta diretamente o meio ambiente, purificando o ar e embelezando os espaços, ao mesmo tempo […]

G1

Em Teresina, a paixão pelo verde transcende a mera estética, revelando-se um elo vital entre gerações e um pilar para a qualidade de vida. O cuidado com as plantas é muito mais do que um hobby; é uma prática que impacta diretamente o meio ambiente, purificando o ar e embelezando os espaços, ao mesmo tempo em que nutre o bem-estar pessoal. Na capital piauiense, essa dedicação à natureza floresce em diferentes contextos, unindo pessoas com histórias de vida distintas, mas com um respeito comum pela força vital do reino vegetal. Esta abordagem não só ressalta a importância ecológica, mas também destaca os benefícios emocionais e sociais que o contato com a natureza proporciona, desde o alívio do estresse diário até a construção de um legado para o futuro.

A conexão geracional com o verde urbano

A relação com o ambiente natural e o cuidado com as plantas muitas vezes se iniciam na infância, moldando percepções e hábitos que perduram por toda a vida. Em Teresina, a jornalista Giovana Sousa exemplifica essa conexão profunda, forjada no seio familiar e fortalecida ao longo dos anos. Sua jornada com o verde ilustra como o plantio e a manutenção de espécies vegetais podem se tornar um refúgio, uma terapia e uma forma de reavaliar o que é realmente valioso em nosso entorno.

Giovana Sousa: da infância ao alívio do estresse

Ainda na juventude, Giovana Sousa cultivou um apreço genuíno pelas plantas, uma paixão que floresceu a partir do convívio com sua mãe e tia. “A gente gosta muito, eu, minha mãe e minha tia, que foi quem me fez gostar mesmo de plantas”, relata. Esse amor pelo verde se intensificou durante a época de escola, transformando-se em uma válvula de escape essencial para o estresse da rotina acadêmica. Cuidar das plantas, para Giovana, não era apenas uma tarefa, mas um momento de tranquilidade e reconexão. “Eu abracei mesmo esse amor pelas plantas ainda na época de escola, acredito que por conta do estresse, cuidar das plantas acabava aliviando bastante”, explica a jornalista, descrevendo como a imersão na jardinagem proporcionava uma pausa mental, permitindo-lhe recarregar as energias e lidar melhor com as pressões diárias.

Com o passar do tempo, essa dedicação evoluiu para uma valorização especial das espécies nativas da região. Giovana percebeu que muitas dessas plantas, frequentemente consideradas “mato” ou sem valor em ambientes urbanos, carregam uma importância ambiental e cultural imensa. As Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), por exemplo, são um tesouro nutricional e ecológico, muitas vezes ignorado. “Foi onde eu percebi que acabo preferindo as plantas nativas mesmo daqui, que são plantas que o povo considera ‘mato’, as Plantas Alimentícias Não Convencionais ”, afirma. Esse reconhecimento não só demonstra um entendimento mais profundo da flora local, mas também um compromisso em desmistificar a beleza e a utilidade dessas espécies, promovendo sua preservação e seu uso consciente. A paixão de Giovana serve como um lembrete de que o verdadeiro valor de uma planta não está em sua exotismo, mas em sua capacidade de contribuir para o ecossistema e para o bem-estar humano.

O guardião da praça: Lucimar Calixto e o legado do plantio

Em outro canto da cidade, a Praça da Bandeira, um vendedor ambulante chamado Lucimar Calixto personifica uma conexão ainda mais profunda com a natureza, enraizada na experiência e na convicção. Sua história é um testemunho da resiliência humana e do poder transformador do cuidado com as plantas, não apenas para o ambiente, mas para a própria vida.

A resiliência e a visão de futuro de Seu Calixto

Lucimar Calixto, conhecido carinhosamente como “Seu Calixto”, é uma figura emblemática na Praça da Bandeira, no Centro de Teresina. Sua defesa do papel das árvores na preservação ambiental e no bem-estar da população é fervorosa. “O verde e as árvores frutíferas são vida, acabam com problema de erosão e faz bem para o nosso pulmão, pois o filtro da Terra são as árvores”, declara com convicção. Para Seu Calixto, as árvores são mais do que paisagem; são os pulmões da cidade, essenciais para a saúde do planeta e de seus habitantes. Essa filosofia se traduz em ação diária. Nos momentos de menor movimento nas vendas, ele aproveita para cuidar da praça, realizando a limpeza do espaço, o plantio de novas mudas e a rega das plantas existentes. Muitas das árvores frutíferas já adultas no local, como mangueiras e pinheiras, foram plantadas por ele há muitos anos, testemunhas silenciosas de sua dedicação incansável.

O impacto do cuidado com as plantas na vida de Seu Calixto vai além da praça. Ele enfrentou um início de derrame e relata que a dedicação ao verde foi uma das grandes motivações para sua recuperação e para seguir cuidando da própria saúde. A rotina de jardinagem, a conexão com a natureza e o propósito de plantar para o futuro lhe deram força para superar os desafios. Em suas palavras, há uma lição de altruísmo e esperança: “As pessoas me perguntam por que eu planto essas árvores se não vou conseguir ver elas dando frutos, mas eu digo: eu posso até não conseguir, mas faço essas boas ações pensando no futuro, para que outros possam”. Essa visão inspiradora ressalta a importância de semear para as próximas gerações, um legado de verde e vida.

Mesmo durante o intenso período do B-R-O-Bró, caracterizado pelo clima seco e a escassez de água em Teresina, Seu Calixto não se intimida. Com baldes e regadores, ele persiste em sua missão, garantindo que as plantas da praça recebam a hidratação necessária. Esse compromisso inabalável é um exemplo de que o cuidado com a natureza é um ato de amor e responsabilidade que transcende as adversidades, garantindo que o verde continue a prosperar e a oferecer seus benefícios a todos.

O verde como elo entre gerações e bem-estar

As histórias de Giovana Sousa e Lucimar Calixto, em Teresina, convergem para uma verdade fundamental: o cuidado com as plantas é um ato que vai muito além da simples manutenção de jardins. É um investimento no bem-estar pessoal, na saúde ambiental e no legado para as futuras gerações. Seja encontrando alívio para o estresse na flora nativa, ou dedicando uma vida ao plantio de árvores frutíferas para que outros colham seus frutos, ambos demonstram que a relação com o verde é intrínseca à experiência humana. O “mato” do qual muitos desdenham, as árvores plantadas com suor e esperança, todos esses elementos compõem uma tapeçaria de vida que conecta o passado ao presente e projeta-se para o futuro. O gesto diário de regar, plantar e preservar a natureza é, em essência, um cuidado com a própria vida e com o mundo que queremos deixar para quem ainda está por vir.

FAQ

Por que o cuidado com as plantas é importante para a qualidade de vida?
O cuidado com as plantas melhora a qualidade do ar, purifica ambientes, reduz o estresse, promove a atividade física leve e cria um senso de propósito e conexão com a natureza, contribuindo para o bem-estar mental e físico.

O que são Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) e qual sua importância?
PANCs são espécies vegetais com potencial alimentício que não são comumente consumidas ou cultivadas em larga escala. Elas são importantes por diversificarem a dieta, possuírem alto valor nutricional, serem mais resistentes a pragas e se adaptarem bem ao clima local, além de representarem um elo com a cultura e biodiversidade regional.

Como as árvores urbanas contribuem para o meio ambiente e a saúde humana?
Árvores urbanas atuam como filtros naturais do ar, absorvendo poluentes e dióxido de carbono; regulam a temperatura ambiente, combatem a erosão do solo, fornecem sombra, habitat para a fauna e promovem a saúde mental, reduzindo o estresse e incentivando o contato com a natureza.

O que é o B-R-O-Bró e como ele afeta as plantas?
O B-R-O-Bró é um período de seca e calor intenso que ocorre nos meses de setembro, outubro e novembro (B-R-O) em algumas regiões do Brasil, especialmente no Nordeste. Durante esse tempo, a falta de chuvas e as altas temperaturas tornam as condições climáticas desafiadoras para as plantas, exigindo maior dedicação para sua sobrevivência e manutenção.

Reflita sobre sua própria conexão com a natureza. Que pequena ação você pode tomar hoje para nutrir o verde ao seu redor e contribuir para um futuro mais próspero e harmonioso?

Fonte: https://g1.globo.com

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