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O mercado de smartphones em 2016: 2026 é o novo 2016?

A pergunta ‘2026 é o novo 2016?’ tem se espalhado pelas redes sociais, com internautas compartilhando fotos e relatos para comparar suas vidas hoje com uma década atrás. No dinâmico universo da tecnologia, especialmente no mercado de smartphones, essa reflexão levanta uma questão importante: a indústria de celulares manteve suas características ou passou por uma […]

O Galaxy S7. (Imagem: Divulgação/Samsung)

A pergunta ‘2026 é o novo 2016?’ tem se espalhado pelas redes sociais, com internautas compartilhando fotos e relatos para comparar suas vidas hoje com uma década atrás. No dinâmico universo da tecnologia, especialmente no mercado de smartphones, essa reflexão levanta uma questão importante: a indústria de celulares manteve suas características ou passou por uma revolução completa nesse período?

O cenário global de smartphones em 2016

Em 2016, a Samsung se consolidava como líder global, mas enfrentava desafios significativos. Apesar de encerrar o ano na primeira posição em vendas totais, a gigante sul-coreana foi superada pela Apple no último trimestre, que se beneficiou do sucesso da linha iPhone 7. A crise envolvendo os Galaxy Note 7, com seus recalls devido a problemas de bateria, impactou fortemente a Samsung no segundo semestre. Naquele ano, foram comercializados 1,5 bilhão de smartphones mundialmente. A Samsung detinha 20,5% do mercado, seguida pela Apple com 14,4%. Marcas como Huawei, Oppo e o conglomerado BBK (na época, dono de OnePlus e Vivo) também ganhavam espaço, especialmente no segmento premium e em mercados asiáticos. O sistema operacional Android dominava, presente em 81,7% dos aparelhos, enquanto BlackBerry e Windows Phone praticamente encerravam sua participação no setor.

Brasil: Vendas em queda e preços em transformação

No Brasil, o panorama em 2016 era de incerteza. Em um período de crise econômica, o mercado de celulares registrou uma queda de 5,2% nas vendas em comparação ao ano anterior, totalizando 48,4 milhões de unidades. O custo médio por aparelho era de R$ 1.050, um valor bem distante dos R$ 2.557 registrados em 2025. Para termos de comparação, o iPhone 7 foi lançado a partir de R$ 3.499, enquanto o iPhone 17 chegou em setembro de 2025 custando a partir de R$ 7.999. No mercado nacional de 2016, a Samsung liderava com 47% de participação, seguida por Motorola (13%) e LG (12%). Já se notava, contudo, um interesse crescente por fabricantes menores, diversificando a oferta ao consumidor.

O que mudou e o que permanece?

Ao comparar os cenários que o ano de 2026 sugere com os de 2016, algumas dinâmicas do setor permanecem, como a acirrada rivalidade entre Apple e Samsung no mercado global. No entanto, a paisagem de marcas foi profundamente alterada. Empresas como LG, Alcatel, BlackBerry e Microsoft, que tinham presença marcante em 2016, hoje não atuam mais. O espaço foi ocupado por diversas marcas chinesas que consolidaram sua relevância globalmente. A queda mais notória é a da Huawei, que sofreu um declínio significativo devido a sanções comerciais dos EUA anos após seu grande crescimento. No Brasil, a Motorola mantém uma forte presença, adaptando-se às novas demandas do público.

Apesar da nostalgia que impulsiona a comparação entre 2026 e 2016 nas redes sociais, o mercado de smartphones demonstra que, embora certas rivalidades persistam, a paisagem tecnológica e os hábitos de consumo passaram por uma profunda reconfiguração em apenas uma década. Fique por dentro das últimas novidades do setor aqui no Altos News.

Fonte: https://www.tecmundo.com.br

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