A Agência de Regulação dos Serviços Públicos de Teresina (ARSETE) aplicou mais de R$ 12 milhões em multas à empresa Águas de Teresina por diversas irregularidades na prestação dos serviços. As autuações, que se acumulam desde 2020, abrangem falhas na execução e cobrança dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Apesar do montante significativo, a concessionária não efetuou o pagamento de um único centavo até o momento, optando por recorrer administrativamente ou judicialmente contra as penalidades. A situação levanta questionamentos sobre a fiscalização e a responsabilidade da empresa na capital piauiense.
Penalidades e impacto financeiro
A multa mais recente, no valor de R$ 2,6 milhões, foi imposta em decorrência do extravasamento de esgotos no Conjunto Sacy, situado na zona Sul de Teresina. Este incidente é um exemplo das infrações que levaram às sanções da ARSETE. Em termos financeiros, o valor da penalidade representa uma fatia considerável do faturamento da empresa: 6,1% do seu rendimento médio mensal, que gira em torno de R$ 43 milhões. A não quitação das multas levanta debates sobre a eficácia das sanções e o impacto na qualidade dos serviços prestados à população.
Risco ambiental e denúncia às autoridades
A preocupação com as irregularidades vai além do aspecto financeiro. A ARSETE formalizou denúncias ao Ministério Público Federal e à Secretaria Municipal do Meio Ambiente. A agência reguladora alerta para o iminente risco de poluição do Rio Parnaíba, que pode ser severamente afetado pelos problemas no sistema de coleta e tratamento de esgotos da cidade. O potencial dano ambiental é um dos pontos cruciais levantados pelas autoridades, exigindo uma atenção imediata e soluções por parte da concessionária.
A postura da Águas de Teresina em contestar sistematicamente as multas aplicadas desde 2020 cria um cenário de impasse. Enquanto os valores das penalidades crescem, a população de Teresina aguarda por melhorias nos serviços básicos e por uma resolução efetiva para as irregularidades apontadas. A situação ressalta a importância da atuação dos órgãos fiscalizadores para garantir que os direitos dos consumidores e o meio ambiente sejam protegidos na gestão dos serviços essenciais.
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Fonte: https://portalclubenews.com