Uma mulher foi detida em flagrante nesta terça-feira (24) em Oeiras, no Sul do Piauí, durante uma operação da Polícia Civil que apura a venda ilegal de substâncias injetáveis, incluindo as chamadas “canetas emagrecedoras” e esteroides anabolizantes. A ação visa combater o comércio clandestino de medicamentos sem autorização ou controle sanitário, um problema que afeta diretamente a saúde pública na região.
Além da presa, outros três indivíduos foram identificados como suspeitos de comercializar esses produtos sem a devida permissão legal. Embora tenham sido liberados após os procedimentos, eles continuam sob investigação. A Polícia Civil informou que dois deles devem responder por exercício irregular da medicina, modalidade criminosa que coloca a saúde da população em risco.
Investigação Detalha Substâncias e Perigos
O delegado Guilherme Escobar, responsável pelas investigações, esclareceu que a mulher responderá pela venda de mercadoria proibida e sem o registro exigido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Entre as substâncias encontradas e comercializadas, foram identificadas a Tirzepatida e a Retatrutida, ambas de uso controlado e com rigorosa fiscalização.
A mulher presa foi identificada pelas iniciais L.B.M.C.M. de S. Os demais investigados tiveram suas iniciais divulgadas como C.M. de S., C.R. de S.L., K.C.P.S.M. e L.B.M.C.M. de S., indicando possível envolvimento de múltiplos participantes no esquema ilegal.
A Polícia Civil emitiu um alerta sério à população sobre os perigos de medicamentos de origem desconhecida. Tais produtos não oferecem garantia de segurança e podem desencadear efeitos adversos graves, com potenciais danos irreversíveis à saúde. O órgão também reforçou que a venda por meio de redes sociais ou aplicativos de mensagens, quando realizada por pessoas não autorizadas, constitui crime.
“A prescrição e venda de medicamentos por indivíduos sem habilitação legal configuram exercício ilegal da medicina, colocando em risco a saúde da população. O emagrecimento, em particular, deve ser sempre acompanhado por profissionais de saúde qualificados”, pontuou o delegado Escobar, enfatizando a gravidade da situação e a importância da busca por orientação profissional.
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Fonte: https://g1.globo.com