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MEC revoga edital que previa três cursos de medicina no Piauí

O Ministério da Educação (MEC) decidiu revogar o edital que autorizava a criação de novos cursos de medicina por instituições privadas de ensino superior. A medida, oficializada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10), impacta diretamente o Piauí, que veria três novos cursos de medicina em 96 de seus municípios, somando 180 vagas. Em […]

MEC revoga edital que iria criar três cursos particulares de medicina no Piauí (Foto: Freepik)

O Ministério da Educação (MEC) decidiu revogar o edital que autorizava a criação de novos cursos de medicina por instituições privadas de ensino superior. A medida, oficializada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (10), impacta diretamente o Piauí, que veria três novos cursos de medicina em 96 de seus municípios, somando 180 vagas.

Em 2023, o governo federal havia liberado a abertura de até 95 novos cursos, com 5,7 mil vagas em 1.719 cidades pelo país. No entanto, a trajetória desse edital foi marcada por pausas. Em outubro do ano passado, o MEC já havia suspendido o processo por 120 dias, culminando agora na revogação definitiva.

Mudança de Cenário e Prioridade na Qualidade

A revogação, segundo comunicado oficial do MEC, tem caráter técnico e reflete uma série de eventos que alteraram substancialmente o cenário original que embasava o edital. A decisão foi impulsionada pela preocupação com a expansão descontrolada dos cursos de medicina, que registrou um aumento de cerca de 26% no país, totalizando mais de 77 cursos autorizados por conselhos regionais atualmente.

Apesar do crescimento no número de vagas e na ampliação dos serviços de saúde, o acesso à assistência médica não se distribuiu de forma equilibrada em todo o território nacional. Somado a isso, questões ligadas à qualidade do ensino nos cursos de medicina levaram o MEC a priorizar a formação de excelência em detrimento da quantidade de vagas.

O resultado da primeira edição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes de Medicina (Enamed) reforçou essa preocupação. Cerca de 30% dos cursos apresentaram desempenho insatisfatório, com menos de 60% dos estudantes alcançando a nota mínima de proficiência. A maioria dessas instituições com baixo rendimento é municipal ou privada com fins lucrativos.

A decisão do MEC encerra a expectativa pela criação dos novos cursos de medicina no Piauí, reorientando o foco para a garantia da excelência na formação médica do país.

O Altos News continuará acompanhando os desdobramentos dessa decisão e seu impacto na educação e saúde do Piauí.

Fonte: https://portalclubenews.com

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