Operação da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) resultou na apreensão de mais de 800 objetos utilizados para a reserva irregular de vagas de estacionamento em áreas públicas de Teresina. A ação, denominada Operação Vaga Livre, concentrou-se no Centro da cidade e em outras regiões, visando coibir a prática ilegal que restringe o acesso da população aos espaços públicos.
Entre os itens recolhidos, encontravam-se cones, cadeiras, pedaços de madeira e outros materiais utilizados para demarcar e privatizar vagas em vias públicas. Segundo informações, a prática é comumente realizada por flanelinhas e comerciantes locais, que buscam obter vantagens financeiras ou facilidades em detrimento do direito coletivo ao uso do espaço público.
O diretor de Fiscalização e Operação da Strans, coronel Jaime Oliveira, explicou que a identificação das irregularidades é facilitada pelo sistema de monitoramento composto por mais de 370 câmeras instaladas em diversos pontos da cidade. As imagens captadas auxiliam na identificação dos responsáveis pela reserva ilegal de vagas e no planejamento das ações de fiscalização.
“Identificamos indivíduos, especialmente flanelinhas, que buscam lucro ao reservar espaços públicos com cones, fitas, toras de madeira e cavaletes, comercializando o direito de estacionar nesses locais. Em outros casos, comerciantes reservam vagas em frente aos seus estabelecimentos, restringindo o acesso a clientes e demais cidadãos”, detalhou o coronel Oliveira.
Embora não exista uma multa específica para a reserva irregular de vagas, a Strans tem adotado a medida de recolher os objetos utilizados para essa finalidade, sem realizar a devolução. A ação busca desestimular a prática e garantir o livre acesso aos espaços públicos de estacionamento.
A população pode contribuir com a fiscalização, denunciando casos de reserva irregular de vagas através do WhatsApp (86) 3122-7617 ou da Ouvidoria Municipal, discando 118. O apoio da comunidade é fundamental para o sucesso das ações de combate à privatização indevida de espaços públicos.
Fonte: g1.globo.com