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Lagoa de São Francisco: Fé no padroeiro e memória indígena no museu

A pequena cidade de Lagoa de São Francisco, no Norte do Piauí, com seus 7 mil habitantes, revela uma rica tapeçaria de fé e cultura. Fundada há 32 anos, a localidade se destaca pela forte devoção a São Francisco das Chagas e por abrigar o pioneiro Museu dos Povos Indígenas Anízia Maria. Um recente registro, […]

G1

A pequena cidade de Lagoa de São Francisco, no Norte do Piauí, com seus 7 mil habitantes, revela uma rica tapeçaria de fé e cultura. Fundada há 32 anos, a localidade se destaca pela forte devoção a São Francisco das Chagas e por abrigar o pioneiro Museu dos Povos Indígenas Anízia Maria. Um recente registro, que destacou o município neste sábado (22), evidenciou esses pilares que movem o lugar.

A força da fé em São Francisco das Chagas

No coração da cidade, o Santuário de São Francisco das Chagas é palco de inúmeros testemunhos de fé. Isolene Moreira, sacristã do local, partilha a crença na cura de seu marido. Ele nasceu com uma deficiência no pé que, segundo médicos, exigiria cirurgia. Contudo, a mãe do marido fez uma promessa ao padroeiro, e ele ficou bom sem intervenção cirúrgica.

O secretário de Meio Ambiente do município, Henrique Tabajara, também narra sua própria experiência de fé. Ele atribui a São Francisco a superação de graves problemas respiratórios na infância. Aos sete anos, em agradecimento, cumpriu a promessa feita pelos pais, caminhando descalço de sua casa até o santuário com a batina do santo, onde a deixou em forma de pagamento.

Museu dos Povos Indígenas: Preservação e conhecimento

Além da devoção, Lagoa de São Francisco orgulha-se de ser lar do Museu dos Povos Indígenas Anízia Maria, o primeiro do gênero no Piauí, localizado na Comunidade Nazaré. Inaugurado em 2023, o espaço, que também foi inaugurado em 2022, recebe visitantes, estudantes e pesquisadores interessados na rica história e cultura dos povos originários da região e do estado.

Segundo Elayne Tabajara, coordenadora do museu, o acervo vai além das memórias locais. “O espaço tem memórias do nosso povo, mas também de outras etnias indígenas do Piauí. Junto com a história, vem o artesanato de cada povo, os instrumentos de caça e outros itens”, explica. Aberto de segunda a sexta, o local atrai cerca de 3 mil visitantes por ano, e aos finais de semana, a visitação exige agendamento prévio.

Assim, Lagoa de São Francisco se consolida como um ponto de destaque no cenário piauiense, onde a fé fervorosa convive em harmonia com a valorização e a preservação da herança indígena, oferecendo uma experiência única aos seus visitantes.

Para mais informações sobre este e outros tesouros do Piauí, continue acompanhando o Altos News.

Fonte: https://g1.globo.com

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