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Kátia Abreu apaga publicação polêmica sobre intolerância religiosa

Kátia Abreu apaga publicação polêmica sobre intolerância religiosa após críticas nas redes sociais.
Kátia Abreu apaga publicação polêmica sobre intolerância religiosa
KATIA ABREU E CIRO

A ex-ministra da Agricultura Kátia Abreu gerou polêmica ao criticar a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) em uma publicação nas redes sociais. Em seu perfil no X, Abreu afirmou que “Judas era judeu” e que ele “pagou o preço que conhecemos”, em uma aparente referência ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que é judeu e teve papel fundamental na votação.

Repercussão negativa e pedido de desculpas

A postagem rapidamente atraiu críticas de usuários da plataforma, que acusaram a ex-ministra de intolerância religiosa. Após a repercussão, Kátia Abreu decidiu apagar o post e se desculpar, esclarecendo que sua intenção era se referir a traidores, e não a religiões ou etnias. “Errei ao me expressar, porque abri espaço para interpretações muito distintas do que queria dizer”, justificou.

Contexto político e apoio do governo

Recém-filiada ao PT, Kátia Abreu conta com o apoio do presidente Lula para as eleições deste ano. Ela aguarda definições sobre seu papel no Estado do Tocantins, enquanto a crítica à rejeição de Messias reflete um descontentamento com a atual situação política. A rejeição ocorreu após cinco meses de impasse, com a Comissão de Constituição e Justiça aprovando o nome, mas o plenário barrando a indicação.

Consequências para o governo federal

Em resposta à derrota no Senado, o governo federal avalia demissões de ocupantes de cargos de confiança ligados a Alcolumbre. O Planalto também está atento à votação sobre o veto do presidente ao projeto de lei da dosimetria, marcada para esta quinta-feira, 30.

O episódio levanta questões sobre a comunicação política e a responsabilidade de figuras públicas em suas declarações, especialmente em um cenário tão polarizado.

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