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Investigação apura envolvimento de policial penal em fuga de detento em Teresina

justiça - Sejus-PI investiga policial penal suspeita de facilitar fuga de detento em Teresina.
Investigação apura envolvimento de policial penal em fuga de detento em Teresina

A Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus-PI) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar uma policial penal suspeita de facilitar a fuga de um detento na Penitenciária Professor José de Ribamar Leite, em Teresina. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (19).

justiça: cenário e impactos

A fuga ocorreu no dia 17 de agosto de 2025, quando o preso Thiago Teixeira Silva, investigado por homicídio, deixou a unidade prisional por volta das 16h50. Segundo as investigações, o detento escapou durante o período em que a servidora deveria monitorar as câmeras de segurança.

Relatório da sindicância aponta falhas

O relatório da sindicância revelou que a policial esteve ausente do setor de vigilância entre 15h e 17h, o que foi considerado uma falta deliberada e sem justificativa. A comissão responsável pela apuração ressaltou a importância da presença da servidora para identificar situações atípicas e acionar a equipe de plantão rapidamente.

Coleta de evidências e depoimentos

A investigação reuniu imagens do sistema de segurança e depoimentos de outros policiais que estavam de serviço no momento da fuga. Os elementos coletados indicam que a conduta da policial pode ter contribuído para a evasão do detento.

Possibilidade de Termo de Ajustamento de Conduta

Durante o processo, foi considerada a possibilidade de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que poderia encerrar o caso sem penalidades imediatas. No entanto, essa proposta foi rejeitada pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-PI) e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-PI), devido a uma punição anterior de 15 dias de suspensão que a policial já havia recebido em outro procedimento disciplinar.

Encaminhamento à Corregedoria

Com a decisão, o secretário de Justiça, Heitor Gonçalves de Moura Vieira Bezerra, encaminhou o caso à Corregedoria da CGE-PI. O objetivo é dar continuidade à apuração, garantindo o direito de defesa da servidora e a conclusão do processo administrativo.

O desdobramento deste caso levanta questões sobre a segurança nas unidades prisionais e a responsabilidade dos agentes penitenciários, refletindo a necessidade de um monitoramento rigoroso nas instituições.

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