A cidade de Picos, no Sul do Piauí, acompanhou com apreensão o resgate do cachorro Jupi, que foi vítima de dois atropelamentos em um intervalo de menos de uma hora na madrugada do domingo (15). O animal, que agora se recupera sob os cuidados da Associação dos Amigos Protetores dos Animais de Picos (Apapi), teve sua história de superação e vulnerabilidade revelada por imagens divulgadas nesta sexta (20).
O Drama na Madrugada e o Resgate da Apapi
Segundo Sanya Elayne, presidente da Apapi, Jupi foi atingido primeiramente por um carro e, mesmo ferido, conseguiu se arrastar até a metade da via. Cerca de uma hora depois, ainda machucado, exposto ao frio e à dor, acabou sendo atropelado novamente, desta vez por uma ambulância.
Poucos minutos após o segundo atropelamento, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que retornava de uma ocorrência, parou no local. A equipe recolheu o animal e o colocou em um ponto abrigado da chuva, na calçada. Algumas horas depois, o proprietário do imóvel percebeu a situação e entrou em contato com a associação de proteção animal, garantindo o devido socorro ao Jupi.
Condição Atual de Jupi e Busca por Respostas
Atualmente, Jupi enfrenta dificuldade para andar, dor intensa ao ser movimentado e não consegue se alimentar sozinho. A Apapi suspeita que ele possua um tutor, visto que foi encontrado castrado e com sequelas de cinomose.
A cinomose é uma doença viral séria que afeta principalmente cães, comprometendo sistemas como o respiratório, digestivo e neurológico. A presença de suas sequelas em Jupi indica um histórico da doença, cuja prevenção eficaz se dá pela vacinação.
A entidade informou que está focada em identificar os responsáveis pelos atropelamentos e em esclarecer todos os fatos. O objetivo é apurar se houve omissão de socorro, buscando a devida responsabilização, caso a negligência seja comprovada.
O drama de Jupi em Picos realça a urgência da discussão sobre a segurança animal nas vias urbanas e a importância da conscientização dos motoristas. A comunidade aguarda os desdobramentos da investigação e torce pela plena recuperação do cão, que se tornou um símbolo de resiliência local.
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Fonte: https://g1.globo.com