O Irã proibiu suas equipes esportivas de viajarem para nações consideradas “hostis”, citando preocupações com a segurança dos atletas. A medida, anunciada pelo Ministério dos Esportes em Teerã e divulgada pela televisão estatal nesta quinta-feira, impacta diversos compromissos internacionais. Embora a declaração oficial não tenha mencionado a Copa do Mundo, que tem início em 11 de junho nos Estados Unidos, México e Canadá, a decisão levanta questões sobre a participação iraniana em grandes torneios.
Impacto nos Clubes: O Caso Tractor
A proibição foi enfatizada com a menção ao jogo do Tractor contra o Shabab Al Ahli de Dubai, válido pela repescagem da Liga dos Campeões da Confederação Asiática de Futebol (AFC), que estava agendado para a Arábia Saudita. O ministério foi claro: “A entrada de seleções e clubes nacionais em países considerados hostis e que não podem garantir a segurança dos atletas e membros das equipes iranianas está proibida até segunda ordem”. Este cenário reflete a tensa situação na região, onde conflitos têm causado danos por mísseis, drones e estilhaços em quase todos os países do Oriente Médio.
O jogo do Torneio Tractor na Arábia Saudita resultou de um sorteio da AFC realizado na quarta-feira para as quartas de final. Esta reorganização seguiu o reagendamento das partidas da Zona Oeste, antes adiadas devido à guerra no Oriente Médio, para os dias 13 e 14 de abril, em Jeddah. A cidade saudita também abrigará as quartas de final, semifinais e a final do torneio, entre os dias 16 e 25 de abril. Diante da proibição, o Ministério do Futebol iraniano declarou que a federação e os clubes são responsáveis por notificar a AFC para o devido reagendamento.
Copa do Mundo: Negociações e Impasses
A situação do Irã na Copa do Mundo também é delicada. O embaixador iraniano no México havia sinalizado negociações com a Fifa para transferir os três jogos da fase de grupos para o país latino-americano, em vez dos Estados Unidos. A iniciativa surgiu após o presidente americano Donald Trump desencorajar a participação iraniana por questões de segurança. Contudo, na semana passada, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade deseja que o torneio “prossiga conforme o planejado”, esfriando as tentativas iranianas de mudança.
Governo e dirigentes de futebol iranianos negam qualquer intenção de boicote ao torneio, mas reiteram a impossibilidade de a seleção nacional viajar aos Estados Unidos. A razão apontada são os ataques militares lançados por EUA e Israel contra o Irã desde 28 de fevereiro. A complexidade do cenário político e militar regional impõe desafios significativos para o esporte.
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Fonte: https://www.infomoney.com.br