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Irã avalia saída da Copa do Mundo e pode enfrentar punições da Fifa

A seleção iraniana pode ficar de fora da Copa do Mundo, a ser disputada entre junho e julho no Canadá, Estados Unidos e México. O ministro dos Esportes, Ahmad Doyanmali, declarou que “não há condições” de o país competir, sob ataque de EUA e Israel desde 28 de fevereiro. Uma eventual saída acarretaria sérias punições […]

Futebol - Copa do Mundo FIFA 2026 - Painel com lendas da FIFA antes do sorteio da Copa do Mundo -...

A seleção iraniana pode ficar de fora da Copa do Mundo, a ser disputada entre junho e julho no Canadá, Estados Unidos e México. O ministro dos Esportes, Ahmad Doyanmali, declarou que “não há condições” de o país competir, sob ataque de EUA e Israel desde 28 de fevereiro. Uma eventual saída acarretaria sérias punições da Fifa à federação e à seleção, conforme o regulamento da entidade.

Regulamento e sanções financeiras

A Fifa trataria a situação como uma retirada da competição, o que desencadearia medidas administrativas e disciplinares, além da necessidade de decidir sobre a substituição. Cristiano Caús, sócio do CCLA Advogados, analisa que a federação pode ser multada, ter de devolver valores e, dependendo das circunstâncias, ser excluída de futuras competições.

O regulamento prevê multa mínima de 250 mil francos suíços (R$ 1,6 milhão) para abandono até 30 dias antes do início do torneio, subindo para 500 mil (R$ 3,2 milhões) em menos de 30 dias. Higor Maffei Bellini, advogado especialista em direito desportivo, reforça que a associação teria de reembolsar todos os valores recebidos para preparação e outras verbas.

Força maior e possíveis substituições

Contudo, o artigo 6.3 do regulamento da Copa do Mundo de 2026 prevê “casos de força maior reconhecidos pela Fifa”, abrindo caminho para que a entidade considere o contexto de guerra como fator relevante para isentar o Irã de sanções, segundo Bellini. O artigo 6.7 reforça que a Fifa tem critério exclusivo para decidir sobre a substituição.

O Irã, com jogos agendados em Inglewood (Califórnia) contra Nova Zelândia e Bélgica, em 15 e 21 de junho, e em Seattle (Washington) contra o Egito, no dia 26 de junho, pode perder sua vaga no sétimo Mundial. A substituição natural seria por outra seleção asiática. O Iraque, que disputa a repescagem mundial no México no fim de março, seria opção se perder. Se classificado, os Emirados Árabes Unidos surgiriam como alternativa. A Fifa também poderia aplicar o ‘lucky loser’ para Bolívia ou Suriname, perdedores do playoff do Iraque, mantendo o equilíbrio do Grupo G (Bélgica, Egito, Nova Zelândia).

Declarações políticas também reverberaram. Donald Trump, então presidente dos EUA, inicialmente disse não se importar com a participação iraniana. Depois, via presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a “seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos”.

A situação do Irã na Copa do Mundo permanece incerta, conectando o esporte a complexas questões geopolíticas. Acompanhe os desdobramentos no Altos News.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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