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Instituto de vereadora é investigado por suposto esquema de compra de votos

O Instituto Vamos Juntos, organização fundada pela vereadora Tatiana Medeiros, está no centro de uma investigação que apura o suposto uso da entidade para o recebimento de recursos destinados à compra de votos. O caso tramita na justiça e, atualmente, encontra-se em seu quinto dia de audiência de instrução e julgamento, tendo a parlamentar e […]

Redação

O Instituto Vamos Juntos, organização fundada pela vereadora Tatiana Medeiros, está no centro de uma investigação que apura o suposto uso da entidade para o recebimento de recursos destinados à compra de votos. O caso tramita na justiça e, atualmente, encontra-se em seu quinto dia de audiência de instrução e julgamento, tendo a parlamentar e outros oito réus como partes envolvidas.

Segundo o Ministério Público, o namorado da vereadora, Alandilson Passos, é apontado como responsável por arrecadar dinheiro de diversas pessoas com antecedentes criminais. Parte desse montante seria direcionada ao Instituto, enquanto outra parcela seguiria diretamente para a vereadora.

Ainda de acordo com o Ministério Público, a vereadora Tatiana Medeiros realizava transferências via Pix para seus assessores, com o objetivo de remunerar eleitores, inclusive no dia da eleição. Para receber o pagamento, os eleitores deveriam enviar fotos dos comprovantes de votação, evidenciando o voto na candidata.

O promotor de justiça responsável pelo caso informou que solicitará um prazo adicional de cinco dias para analisar as provas apresentadas contra os réus e determinar se será necessário aprofundar a investigação sobre alguma denúncia específica.

A vereadora Tatiana Medeiros e seu companheiro, Alandilson Cardoso Passos, prestaram depoimento durante a audiência. Testemunhas arroladas tanto pela defesa quanto pelo Ministério Público também foram ouvidas ao longo da semana.

A apuração investiga uma série de crimes, incluindo organização criminosa, corrupção eleitoral, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro. A denúncia do Ministério Público Eleitoral alega que as investigações revelaram a compra ilícita de votos, o uso de entidades assistenciais para manipulação eleitoral e movimentações financeiras suspeitas envolvendo familiares e assessores da vereadora. Há também indícios de que a campanha da parlamentar recebeu financiamento de facções criminosas.

Além da vereadora e seu namorado, outras pessoas são investigadas no processo. Funcionários do Instituto Vamos Juntos, familiares da vereadora e assessores também são acusados de envolvimento nos crimes apurados.

Fonte: portalclubenews.com

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