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Infantino defende papel crucial da FIFA para o futebol em 150 países

Gianni Infantino, presidente da FIFA, defendeu no World Sports Summit, em Dubai, no fim de dezembro, que o futebol em 150 países não existiria sem a entidade. A declaração veio semanas após o anúncio dos ingressos da Copa do Mundo de 2026, em 11 de dezembro, gerar forte reação, levando a FIFA a lançar, cinco […]

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, acena para jornalistas após reunião com o presidente do...

Gianni Infantino, presidente da FIFA, defendeu no World Sports Summit, em Dubai, no fim de dezembro, que o futebol em 150 países não existiria sem a entidade. A declaração veio semanas após o anúncio dos ingressos da Copa do Mundo de 2026, em 11 de dezembro, gerar forte reação, levando a FIFA a lançar, cinco dias depois, uma categoria popular de mil ingressos por jogo a US$ 60.

A defesa de Infantino e as receitas globais

Após a repercussão dos preços, Infantino, em sua primeira aparição pública, enfatizou a importância da geração de receitas para o futebol. Ele reiterou a tese de que “sem a FIFA, não haveria futebol em 150 países”, atribuindo a existência do esporte ao reinvestimento global das receitas da Copa do Mundo. No início de dezembro, um porta-voz da FIFA reforçou que “sem o apoio financeiro da entidade, mais de 50% das associações filiadas não poderiam operar”.

O programa FIFA Forward e o suporte às federações

A FIFA opera o programa FIFA Forward, repassando valores às 211 associações filiadas em ciclos de quatro anos. De 2023 a 2026, cada associação pode receber até US$ 8 milhões, com uso restrito. O total neste ciclo é de US$ 2,25 bilhões, com previsão de US$ 2,7 bilhões para 2027-2030, anunciado em 19 de março. Desde 2016, quando o programa foi criado, US$ 2,8 bilhões já foram disponibilizados.

Como o dinheiro é utilizado

Os US$ 8 milhões por associação cobrem custos operacionais (até US$ 1,25 milhão/ano), projetos específicos (até US$ 3 milhões/ciclo para infraestrutura), e, para federações menores, adicionais para viagens (US$ 1 milhão/ano) e equipamentos (US$ 200 mil/ciclo). As confederações continentais recebem US$ 60 milhões em quatro anos.

Especialistas contestam, mas reconhecem a dependência

Especialistas contestam a afirmação da FIFA. O professor Alan Tomlinson, da Universidade de Brighton, ressalta que o futebol é anterior à entidade, com partidas internacionais datando de 1872. Para ele, “A FIFA precisa do futebol mais do que o futebol precisa da FIFA”. Há consenso, contudo, de que muitas federações dependem desses recursos para financiar categorias como futebol feminino, de base e adaptado.

Os repasses anuais de US$ 1,25 milhão ocorrem em janeiro (US$ 650 mil) e julho (até US$ 600 mil), condicionados a requisitos de organização de competições. Recursos para projetos são liberados após aprovação e execução, com foco na transparência.

A discussão sobre a indispensabilidade da FIFA para o futebol global continua, equilibrando impacto financeiro e paixão pelo esporte. Acompanhe no Altos News os desdobramentos desta e outras notícias.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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