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Guerra no Oriente Médio já afeta combustível no Piauí; governo pede compreensão

A instabilidade no Oriente Médio, com a guerra entre Estados Unidos e Irã iniciada em 28 de fevereiro, já provoca repercussões diretas no Piauí, sentidas especialmente no preço dos combustíveis. O secretário de Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, manifestou a preocupação do Governo do Estado com o conflito, uma vez que a região afetada é […]

Jonas Carvalho

A instabilidade no Oriente Médio, com a guerra entre Estados Unidos e Irã iniciada em 28 de fevereiro, já provoca repercussões diretas no Piauí, sentidas especialmente no preço dos combustíveis. O secretário de Fazenda do Piauí, Emílio Júnior, manifestou a preocupação do Governo do Estado com o conflito, uma vez que a região afetada é responsável por aproximadamente 30% do abastecimento global de petróleo. Este cenário de incerteza global já se traduz em aumentos repassados por algumas distribuidoras aos postos locais, acendendo um alerta sobre o custo de vida para os piauienses.

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (11), Emílio Júnior fez um apelo por compreensão aos empresários do setor de combustíveis no estado. Ele enfatizou que, até o momento, não há qualquer determinação oficial da Petrobras para reajustes nos preços da gasolina, assegurando que os órgãos de fiscalização estão atentos e tomando as medidas cabíveis. “Qualquer conflito impacta todos os setores. Quando nós falamos dos combustíveis, temos que lembrar que o maior percentual de logística vem do transporte rodoviário”, declarou o secretário, destacando a preocupação do Governo do Brasil em blindar a economia nacional de tais instabilidades.

O secretário lembrou que, no mês de janeiro, a Petrobras havia reduzido em 5,2% o preço da gasolina vendida às distribuidoras no Brasil, estabelecendo um valor médio de R$ 2,57 por litro, uma diminuição de R$ 0,14. Diante do novo cenário mundial, Emílio Júnior projeta que a estratégia dos países deverá ser a utilização de suas reservas de petróleo para evitar o desabastecimento. Enquanto isso, o secretário reforça a necessidade de maior responsabilidade na precificação dos produtos por parte dos empresários. “Às vezes, você baixa o preço de custo, e na ponta demora a baixar. Esperamos que os empresários possam estar preocupados, monitorando, mas que só devem respeitar aumento do preço quando realmente acontecer”, finalizou.

A situação segue sendo monitorada de perto pelo Governo do Piauí, que reforça a importância de uma precificação justa e cautelosa por parte dos empresários. O objetivo é minimizar o impacto para o consumidor final e garantir que os ajustes nos postos reflitam apenas as variações reais do mercado, e não especulações. A fiscalização permanece atenta para proteger o poder de compra da população.

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Fonte: https://portalclubenews.com

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