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Homem é indiciado por gravar e vender vídeos íntimos em Teresina

Homem é indiciado em Teresina por gravar e vender vídeos íntimos sem consentimento. Investigação revela detalhes do crime.
Homem é indiciado por gravar e vender vídeos íntimos em Teresina

A Polícia Civil do Piauí finalizou o inquérito que apurou a atuação de José Cleuton da Silva, de 48 anos, acusado de gravar relações sexuais sem consentimento e comercializar o material na internet. O relatório foi enviado ao Poder Judiciário na última terça-feira (30).

teresina: cenário e impactos

Conforme informações do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Cleuton foi indiciado por crimes relacionados à divulgação não autorizada de cenas íntimas e exploração sexual de adolescentes. A investigação também resultou em acusações sob o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), devido ao compartilhamento de conteúdo pornográfico envolvendo menores.

Identificação das Vítimas e Depoimentos

Durante as investigações, seis mulheres foram identificadas e prestaram depoimento. Dentre elas, quatro eram menores de 18 anos no período em que os vídeos foram gravados. A polícia revelou que parte do material foi utilizado para obter vantagens financeiras.

Gravações Clássicas e Método de Ação

Os encontros ocorreram há mais de uma década. Segundo a Polícia Civil, Cleuton utilizava uma pasta adaptada para esconder um celular, permitindo que as gravações fossem feitas sem o conhecimento das vítimas. O dispositivo tinha um compartimento específico e um pequeno orifício para a filmagem.

Comercialização Estruturada dos Vídeos

A investigação revelou um esquema organizado para a venda dos vídeos. O acesso ao conteúdo era disponibilizado por meio de robôs automatizados em um aplicativo de mensagens, com preços variando entre R$ 75 e R$ 100. O delegado Luciano Alcântara destacou que o material de divulgação indicava que as imagens foram gravadas sem o consentimento das mulheres.

Prisão e Apreensão de Equipamentos

José Cleuton foi preso em 29 de maio de 2026 e permanece à disposição da Justiça. Durante a operação, os policiais apreenderam duas pastas modificadas, que eram utilizadas para esconder os celulares durante as gravações. Segundo o coordenador do DRCC, delegado Humberto Mácola, os objetos tinham adaptações específicas para permitir a filmagem.

O caso agora segue para análise judicial após a conclusão do inquérito policial.

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